
Condenado em 2004 a um ano de inelegibilidade devido a um caso sobre empregos fantasma, Juppé disse que o episódio não será obstáculo para sua vitória:
– Hoje em dia, os franceses têm a decisão em sua cédula do voto. Se acharem que meu erro me desqualifica, não vão me eleger.
Apesar de estar sob investigação em dois casos de corrupção e tráfico de influência e por finanaciamento ilegal de sua campanha presidencial em 2012, Sarkozy disse:
– Meu histórico judiciário, após 37 anos de vida política, [estava] virgem. Nunca fui condenado.
– Você acha que se eu tivesse algo, o que fosse, que me condenasse, eu me lançaria nessa campanha? – indagou.
Enquanto Sarkozy foi alvo da maior parte das críticas de seus adversários, Juppé optou pela discrição.
Todos os rivais destacaram que o tema central da cammpanha de Sarkozy, identidade, não é prioridade para o país. Segundo eles, o desemprego, que afeta 10% da população, o combate ao terrorismo (desde 2015, foram 238 mortos) e a imigração são assuntos mais relevantes.
Ex-ministro do Orçamento de Sarkozy (de 2007 a 2012), Jean-François Copé disparou contra o ex-presidente, por não ter feito a “ruptura” prometida durante sua campanha em 2007.
– Governamos juntos – respondeu Sarkozy.