Saúde

Com recuperação lenta, restaurantes "sofrem com Covid"

Em Cascavel, retomada do setor gastronômico ainda é lenta; faturamento é 40% menor que no período pré-pandemia

Com recuperação lenta, restaurantes "sofrem com Covid"

Cascavel – Os prejuízos causados pela pandemia da Covid-19 ainda são incalculáveis para muitas frentes. O setor de bares e restaurantes foi um dos mais prejudicados, sem dúvida alguma. Os decretos municipais e estaduais limitando o horário de funcionamento das atividades com o objetivo de conter a disseminação do coronavírus, acabou gerando uma crise nunca antes vista no setor. Para passar por esse momento delicado, muitas empresas precisaram reinventar o modo de trabalho para manter as atividades em funcionamento. Apesar disso, portas fecharam e muitos empregos foram perdidos.

De acordo com o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares do Oeste do Paraná, Volnei Mecabô, o momento mais crítico para o setor já passou e agora já é possível vislumbrar a retomada econômica para os bares e restaurantes que sobreviveram. “Estamos saindo do momento crítico. Mas, a crise foi avalassadora, tirou empregos, tirou renda, pois estamos falando de 18 meses de crise. Pouquíssimos escaparam. O setor aguentou apenas porque as pessoas trabalham de segunda a segunda, sábado, domingo, natal, feriados, noite, dia, faça chuva ou faça sol”, desabafou.

Retomada lenta

A retomada ainda é lenta e o setor entende que as pessoas ainda não voltaram a consumir na mesma frequência do pré-pandemia. Por conta disso, o faturamento dos restaurantes também não voltou ao patamar anterior. “A retomada ainda está lenta, pelo menos 50% do setor ainda está sofrendo muito. O faturamento das empresas que atuam neste setor ainda está em média 40% menor do que era antes da pandemia”, detalhou Mecabô.

De acordo com um levantamento realizado pela Associação Nacional dos Restaurantes, as empresas estimam que o retorno do consumo a patamares de 2019 seja possível apenas no primeiro semestre de 2022.

Endividamento

Outro problema que atinge o setor é o endividamento das empresas que aumentou consideravelmente neste período pandêmico. De acordo com Mecabô, para sobreviver a esses 18 meses de pandemia as empresas precisaram realizar empréstimos e, além disso, muitos precisaram atrasar o pagamento de impostos municipais, bem como o de fornecedores.

Segundo ele, o setor ainda precisa de apoio do Poder Público para se reestabelecer completamente. “Precisamos de apoio, precisamos que os impostos sejam parcelados, muitas empresas estão com dificuldade gravíssima com impostos, aluguel atrasado, são 18 meses de crise. Precisamos de um alento, de ajuda. Esse povo perdeu 18 meses de faturamento”, completou.