
Brasil - Na relação de casal se fundem duas relações distintas: A relação conjugal entre homem e mulher e a relação parental entre pais e filhos. A relação fundamental é a primeira; isto é, a relação entre homem e mulher. Somente porque existe a relação entre homem e mulher que a relação pais filhos se torna possível: Um filho pode vir ao mundo depois que houver uma relação entre um homem e uma mulher. Assim, a relação conjugal é o fundamento da relação de paternidade/maternidade.
A partir do momento em que o casal dá prioridade à relação conjugal sobre a relação parental o filho passará a se sentir bem. Quando o casal consome todo seu tempo disponível ao filho e esquece de cultivar a relação entre eles, isso chega ao filho como um peso. O filho sente essa exclusividade da atenção dos pais como uma dívida. Esse sentimento de divida é manifestado pelo filho na forma de insatisfação, irritação e cobrança.
Quando o casal se esquece de olhar para a própria relação por causa do filho, em geral é porque algo não vai bem entre eles. Procuram no filho algo que pertence à relação conjugal. Isso cria confusão no filho.
Quando a relação de casal dos pais vai bem, quando os pais extraem o máximo da relação entre eles em todos os sentidos (da sexualidade à convivência harmoniosa), os filhos ficam felizes. Tudo o que um filho quer e precisa é de pais felizes em sua relação conjugal. O melhor para o filho é quando os pais se amam no filho de tal modo que a relação com o filho é simplesmente uma continuação da relação conjugal.
Às vezes fica difícil para um cônjuge honrar o outro através do filho. Isso acontece especialmente quando os pais estão separados. Quando o casal se separa os pais permanecem juntos. É bem comum acontecer de o pai não gostar da maneira como a mãe se relaciona com os filhos, vice-versa, de a mãe não gostar da maneira como pai se relaciona com os filhos. Na origem dessas dificuldades está, em geral, o fato de o marido se considerar um pai melhor do que a mãe, ou a mãe se considerarem uma mãe melhor do que o pai.
Quando os pais disputam entre si cada um achando que é melhor para os filhos do que o outro, quem paga o preço são os filhos. Os filhos amam os pais por igual e quando os pais disputam entre si eles sentem isso como se estivessem obrigados a escolher entre um ou outro. Isso produz consequências graves no filho.
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JOSÉ LUIZ AMES E ROSANA MARCELINO são consteladores familiares e terapeutas sistêmicos e conduzem a Amparar
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