
Curitiba e Paraná - Apesar de o Brasil ter registrado, em 2025, o maior número de feminicídios desde a criação da tipificação do crime, em 2015 — com 1.470 mulheres assassinadas, uma média de quatro mortes por dia —, o Paraná apresentou avanços no enfrentamento à violência contra a mulher. A avaliação é do deputado estadual Delegado Tito Barichello (União), líder do Bloco Parlamentar de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná.
Segundo o parlamentar, a segurança pública é tratada como prioridade no estado, com investimentos na integração entre as forças policiais, no fortalecimento da Polícia Civil e da Polícia Militar e em políticas específicas de proteção às mulheres.
“Os resultados são concretos. O Paraná deixou a terceira posição e passou a ocupar a quarta colocação no ranking nacional de feminicídios”, afirmou Delegado Tito Barichello.
Avanços no enfrentamento à violência contra a mulher no Paraná
Ele destacou que os avanços são reflexo de políticas públicas voltadas à segurança, com prioridade orçamentária e atuação integrada entre o Executivo, o Legislativo e as forças de segurança.
O deputado também ressaltou a destinação de R$ 18 milhões em emendas orçamentárias para a área, com investimentos direcionados ao combate à criminalidade e à proteção das mulheres.
Além disso, Barichello enfatizou sua atuação legislativa na prevenção da violência doméstica, no aprimoramento das medidas contra agressores e no fortalecimento da rede de proteção às mulheres, por meio de projetos de lei e leis de sua autoria.
“Segurança pública se faz com seriedade, técnica e coragem. Não é com slogans, mas com trabalho. O Paraná mostra que é possível reduzir índices e salvar vidas quando o Estado assume sua responsabilidade”, afirmou.
O parlamentar reforçou ainda o compromisso com a proteção das mulheres ao citar a Lei nº 22.963/25, de sua autoria, que autoriza o porte de spray de pimenta, além de outras iniciativas voltadas à prevenção, à defesa pessoal e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
“Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas nosso objetivo é claro: trabalhar incansavelmente para que o Paraná se torne referência nacional na proteção às mulheres e alcance a menor taxa de feminicídios do país”, concluiu.
Fonte: Alep