
Cascavel e Paraná - Vi um dia desses pela TV, num programa “de pregação” de um tal de Waldomiro, vi um senhor bem idoso levantar de uma cadeira de rodas e sair caminhando. Já tinha visto uma senhora jogar fora duas bengalas e sair sambando, ou quase sambando. Mas o ato principal foi o depoimento de uma moça que pediu ajuda para sua mãe que, segundo ela, estava louca e ela, filha, não sabia aonde interná-la. Veio-me à lembrança que, após mais de vinte anos, colocaram em prática a chamada política dos manicômios, adotando a desativação desse setor que, se não cuidava como devia, pelo menos “cercava” a saúde mental da população, na tentativa de tratá-la. Dali em diante então nada, ou como política de saúde ou como alternativa terapêutica, nada – me afirmou um psiquiatra – nada foi oferecido – “em procedimentos racionais” – a essa mesma população desassistida nesse setor há, repetindo, quase vinte anos. Tanto que a maior preocupação que se observa nessa área é a de tentar esconder índices, episódios, esconder pessoas em área de risco ao invés de tratá-las. Esta área está tão rejeitada pela insensatez política que, psiquiatras – especialistas que jamais deveriam ser desprezados, ao contrário, sempre requisitados – dificilmente são apontados pelas políticas de saúde como o primeiro passo a ser dado, quando da constatação dessas incidências. Sabem a hipnose? Já nos disseram graduados tratar-se de forma de tratamento que, em certos casos, produz efeitos aceitáveis, entretanto, ela é rejeitada pela área médica tendo em vista que acabou virando atração de circo, ou de programa de auditório. E, então, nos disse um facultativo, “não dá para misturar.” Talvez também tenha sido devido a esse desprezo em relação à psiquiatria, que certas “chamadas igrejas” animam-se a levar aos seus púlpitos figuras apontadas por alguns, também chamados pastores, a ali praticarem faniquitos, tremedeiras, sapateios e afirmadas como sendo loucas. Aquilo é verdade, com alguém precisando de tratamento ou a exploração é por conveniência de episódios circenses? Não posso confirmar, não sei, mas colegas de tevê já me garantiram que o cachê individual ao participante está em cem reais, o mesmo das divertidas “pegadinhas”. “Dor de dente”, me afirmaram, até pouco tempo a mais comum e que no palco é curada através do toque de mão do milagreiro, cinquenta reais. Caberia até a convocação de psiquiatras a examinarem esses quadros, mas qual, quem estaria interessado nesse país de ebulições a formar equipes de especialistas na área para montar planos de atendimento, terapêuticas, etc.? A política brasileira de saúde não está nem aí e, enquanto isso a sociedade precisa manter certos programas de atenção a cada ano na espera que surja alguém um dia que ao invés de alertar que essa é a quarta causa de morte no povo, do que esconder estatísticas e verdades em torno de algo que está tão abandonado que “nem Freud explica”… ou explicaria.
GRIFE
Então, na “liturgia” atual daquela Corte lá de cima, tivemos esta semana mais uma morte e isso sem levar em conta o que dizem ter sido uma “queda no quarto” com a cabeça de Bolsonaro rachada!!
FOLHETINS
Opções de canais a cabo – satélites – Netflix – You Tube e outras “manhas” conseguiram abalar a audiência das tevês abertas. Entretanto, a ineficiência de marqueteiros está possibilitando a recuperação da audiência das tevês abertas devido aos critérios em torno dos vetês de publicidade que cortam edições e entram aonde não deveriam, interrompem um programa de forma – não técnica – mas ofensiva, usam dispositivos que impossibilitam dispensar o que é inserido e até nas tentativas de mudanças de canais, nessas horas, “há (dispositivo) imposição técnica” de se assistir o comercial programado até o fim, coisa irritante que leva o sistema emocional do expectador até a anotar “aquele patrocínio” para se evitar suas compras depois. Em termos de programações publicitárias, essa classe de marqueteiros, que está chegando aí nos canais alternativos, está “liquidando com essa excelente proposta alternativa dos “a cabo”. Dão ideia de “amadores tentando pilotar avião”. Publicidade, enfim, é a BASE, todavia, é preciso conhecimento profissional… é preciso um mínimo de conhecimento…d a forma como está, nos parece que deram a incumbência à senhora do cafezinho… “com todo o respeito à senhora do cafezinho”. CONSELHO aos ineficientes: Saiam, vão aprender nas tevês abertas e depois voltem para tentarem agir com eficiência.
MESA DE BAR
No cachorro é latido. No gato é miado. Dentro de casa ouvi “um coaxar” (que é o que faz o sapo) e passei a procurar um possível sapo que teria entrado na sala. Não era. ERA A TV LIGADA COM UMA VOZ FEMININA NARRANDO FUTEBOL E, ESGANIÇADA, GRITANDO GOAL…
– Garçom… Mais uma gelada, por favor!