OPINIÃO

Coluna Isto Posto: OBRIGADO, RATINHO

Coluna Isto Posto: OBRIGADO, RATINHO

Cascavel - Dirijo-me ao apresentador Carlos Massa, nesse agradecimento. É que desde que me habilitei a essa função jornalística sempre me foi recomendado a nunca usar a profissão para tratar de assuntos que “envolvam pessoalmente” o jornalista. E sempre segui esse ensinamento, embora tenha tido nessa vida profissional inúmeros casos, os quais eu deveria ter relatado seu conteúdo à opinião pública. Não o fiz por eu mesmo estar neles, embora a certa altura da profissão tenha me convencido que essa recomendação não está de toda correta.

Quando em caso que venha o profissional do jornalismo tentar tirar vantagem de alguma circunstância, sim, não há como apoiar essa discrepância, mas quando há casos envolvendo o comunicador, o jornalista, o repórter, enfim, a lógica precisa determinar a liberdade do jornalista em relatar o ocorrido como imposição de alerta a outras pessoas que, mais tarde poderão ser vítimas de episódios indigestos. Assim é que navegando pelo “You Tube”, parei um vídeo em que um menino fazia seu lanche num grande estabelecimento de São Paulo e, a certa altura dois seguranças foram à mesa do garoto e determinaram que ele teria que se retirar. Não aceitando a ordem dos brutamontes, o menino resistiu, começou pequena confusão, juntou gente no local e, o caso acabou no celular do apresentador de TV Ratinho, pois o menino hostilizado era filho dele, Ratinho e, sentindo-se frágil, o menino ligou para o pai pedindo ajuda. E Ratinho dirigiu-se ao local para salvar o filho e lá, pergunta vai, pergunta vem, chegou-se à conclusão de que o menino havia sido atacado por ordem de “um arrogante mandão” dono do grande estabelecimento, em razão de ter identificado o garoto como filho do Ratinho e manifestadamente não gostar do apresentador. Um absurdo. Mas, a essência à qual quero chegar é ao fato de Ratinho ter chamado sua equipe que, por sua vez, elaborou uma reportagem e a colocou no ar na TV identificando a baixaria contra seu filho. Assim, alertou as pessoas que ali, naquele estabelecimento, todas demais poderiam receber tratamento estúpido como o ocorrido com seu filho. O caso é longo, mas até esse ponto basta, pois já cheguei aonde queria, ou seja, alertar que há casos ocorridos com comunicadores ou jornalistas que precisam ser relatados e não omitidos por estar o profissional da comunicação envolvido. Eu mesmo tive muitos que, devido ao ensinamento errado, acabei não colocando a sociedade a par. Diante do exemplo do Ratinho, me sinto liberto daquilo que muitos tentaram pregar como ser “ético silenciar”. Por que não informar? O jornalista não é gente? Ocorreu com ele, pode ocorrer com muitos e, caberá ao povo fazer sua avaliação, se considerar, principalmente, a imperiosa “Boa Rota” que ensina: “Cada caso é um caso”.

E eu, pelo menos, passei a adotar um novo conceito no que se refere a “caso pessoal”. Com critério, com justiça, com discernimento há, sim, casos que precisam ser relatados, como o ocorrido com o filho do apresentador do SBT. Por isso, Obrigado, Ratinho.

GRIFE

Nesta foto está este Colunista, está também o governador de Goiás Dr. Ronaldo Caiado, que confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República e Alfredo Khaefer, empresário cascavelense, ex-deputado federal que voltará, atendendo apelo de eleitores e amigos, a se candidatar a uma cadeira na Câmara Federal, a que soube honrar quando lá representou o Paraná.

MESA DE BAR

Governo Lula pede para não esquecerem de declarar e depois pagarem o imposto de renda. Depois disso, 50 milhões de brasileiros perguntaram:

– O que é renda?