Cascavel - Passamos nesse 2025 pelo 31 de março e pelo Primeiro de Abril. Esses dois dias se confundem na história do Brasil por ter sido num desses dias que a Sociedade viveu o que chamou por longo tempo de “A Redentora”, ou seja, o dia em que militares do Exército brasileiro evitaram que o asqueroso e ditatorial regime comunista se instalasse no nosso País.
Já publiquei dois vídeos a respeito da data e, parece incrível, mas até hoje esses dois vídeos permanecem no ciclo da Internet, muito embora mais intensamente o primeiro do que o segundo. É que o primeiro vídeo é arquivo com comentário meu a respeito daquela data, na das edições do jornal na TV Taroba – trabalhei lá durante 37 anos – comentário no qual rebato várias mentiras a respeito através da circunstância de “testemunha ocular da história”, pois EU ESTAVA LÁ E, a data foi, na verdade, primeiro de abril. A tendência por se fixar em 31 de março foi pelo fato de primeiro de abril ser uma data muito usada para brincadeiras.
A Revolução Redentora de 31 de março de 64 foi, relacionada com os atos de Porto Alegre, na verdade, em primeiro de abril. EU ESTAVA LÁ e fui nomeado pelo Brizola, locutor oficial do governo Goulart e isso num dos estúdios da Radio Farroupilha, onde eu trabalhava, Emissora que comandou “a Segunda Campanha da Legalidade” (a primeira foi em 1961 quando Brizola era governador).
Nessa Segunda, 1964 ele era deputado federal. Já contei todos esses detalhes e até fui obrigado a produzir um outro vídeo, desmentindo o jornal Estadão de São Paulo que tentou afirmar que os dados por mim divulgados não eram verdadeiros. Após provar que a falsidade não estava em meu vídeo informativo e, sim, no do Estadão, nunca recebi nenhum pedido de desculpas. Disse e repito: Eu estava lá e, participei das lambanças, de forma jornalística, e a contrariedade da imprensa em torno das minhas informações aconteceu em razão da posição dela, imprensa, insistir que a ditadura fora implantada por iniciativa dos militares de então. Afirmação falsa, mentirosa, distorcida contra um segmento que o que fez foi garantir a permanência da “Democracia” contra a investida comunista de aqui se instalar.
É… Desde aquele tempo que tentam e hoje, pelo que se sente na carne, aí estão arranchados à custa do povo. Mas, já relatei tudo a respeito da Revolução e, os dois vídeos – o primeiro, o testemunhal e o segundo desmentindo o Estadão – estão na Internet e rodaram o mundo. Só registro o fato hoje, mais uma vez, devido à data desse aniversário, e, para voltar a afirmar: Quem liderou e agiu numa tomada de defesa da democracia, contra o indigesto comunismo naquela ocasião NÃO FORAM OS MILITARES DE ENTÃO. ELES APENAS GARANTIRAM O RESPEITO À LEI E A ORDEM, pois a resistência E EXIGÊNCIA de uma tomada de posição veio de parte de civis – dos Governadores – e do povo nas ruas. Governadores como Carlos Lacerda, do Rio, Hildo Meneghetti, do RGS – Adhemar de Barros, de São Paulo, Ney Braga, do Paraná, etc. Repito: Eu estava lá, ví, noticiei, divulguei e digo que não se pode hoje se deixar enganar por “patrões de jornalismos estimulados por forças de todos nós conhecidas” e por “focas do jornalismo” a serviço e a mando deles, fócas essas (principiantes) que nem sequer eram nascidas quando dos fatos. E AAAAhh! Se tivéssemos hoje os generais daquela época que garantiram a ação de enxotar o que hoje se conhece por quadrilhas políticas do indigesto comunismo que a cada dia nos arrasta para a vala de amargura, da corrupção, da deslealdade e da indecência ditatorial.
E concluindo: Brizola chegou com seu séquito na Farroupilha às sete e meia da manhã. Tive que ficar ao lado dele até às doze horas, lendo manifestos que lhe eram antes repassados e ali fiquei até às doze horas, quando o núcleo de comando passou para a Prefeitura de Sereno Chaise (O prefeito). Houve comício à noite, na frente da Prefeitura com a presença de João Goulart e, foi quando Brizola pedia para os sargentos que prendessem os oficiais nos quartéis. Goulart e Brizola fugiram para o Uruguai no dia seguinte. Quando a turma de ambos passou a perguntar: “Cadê os home”?? Foi dito a todos: “Fugiram”…e não mais foram vistos e nem mesmo as malas que estavam no palanque foram vistas. Consta – não sei – que nelas havia dinheiro.