
? O novo teatro faz parte de um plano maior da Fundação, que decidiu investir em cultura por entender que aquilo que faz a educação florescer é a cultura, e por perceber que, dentro do panorama teatral da cidade, era preciso oferecer uma alternativa viável economicamente para o setor ? diz Serpa.
Com investimento de R$ 2 milhões, o teatro foi construído ao longo de um ano e meio e conta com projeto do arquiteto Jorge Delmas e consultoria do cenógrafo José Dias, especializado em espaços teatrais. A sala tem área de 275 metros quadrados e capacidade de 300 lugares, com poltronas distribuídas entre a plateia e um balcão superior. O espaço conta com foyer, café-teatro, toaletes, coxia e camarim, e antes de ser transformado em teatro era um auditório com 90 lugares.
? Era um espaço com pouca inclinação e uma visibilidade ruim, então subimos até o gabarito máximo e conseguimos construir uma plateia com ótima visibilidade ? detalha Dias. ? O que temos, agora, é um ótimo teatro de pequeno porte, capaz de receber da melhor forma possível produções diversas, e com todos os equipamentos necessários.
Com estrutura completa de sonorização e iluminação, o teatro conta com palco com porão, urdimento e ribaltas aéreas, além de 19 varas elétricas e de cenário. A isso soma-se uma equipe de técnicos de palco, luz e som contratada pela casa, parte de uma estratégia de oferecer ?ao menor custo possível um espaço profissional para jovens produtores e artistas?, diz Serpa.
? Num momento econômico tão delicado como esse, onde as produções dificilmente conseguem patrocínio e não têm como arcar com aluguel de teatro, equipamentos e equipe técnica, decidimos construir um teatro e oferecê-lo quase a custo zero ? diz. ? A nossa instituição não visa lucro, então oferecemos toda a estrutura e apenas uma parte da bilheteria retorna para o próprio teatro, para a sua manutenção. O nosso objetivo é ser uma alternativa para os jovens artistas e produtores.
COMISSÃO FARÁ A DIREÇÃO ARTÍSTICA
A direção artística do teatro será guiada por uma comissão dentro do Conselho Cultural da Cesgranrio. Caberá a ela analisar os projetos teatrais que deverão se inscrever num edital a ser lançado pela Fundação. Em sua capacidade máxima de funcionamento, Serpa imagina que o teatro poderá receber até cinco produções simultâneas. Após a estreia de ?Rio, eu gosto de você? e até que o primeiro edital seja publicado, o teatro funcionará em soft opening e com as montagens ?Uma noite na ópera? (dias 10 e 11/6) e ?Maria Antonieta ? A última rainha da França? (dias 18 e 19/6), ambas com direção de Rubens Lima Jr. Confiante na relação custo-benefício e em sua localização ? ?Estamos a dez minutos das zonas Sul e Norte?, diz ?, Serpa planeja passos mais ousados para o próximo ano. A ideia é construir um outro teatro, com capacidade para 700 espectadores, e toda a estrutura necessária para receber grandes peças, musicais e até óperas:
? Vejo a educação como um terreno que precisa de um bom fertilizante, que é a cultura. Educação é fazer aquilo que há dentro da pessoa ir para fora, e é a cultura que faz esse papel. Nesse sentido, apostamos no teatro porque é a linguagem que reúne todas as outras formas de arte.