
Segundo especialistas, 2017 deve ser de nova alta, porém menor que a registrada há dois anos. A expectativa é que a inflação da energia termine na casa de 8%. Até fevereiro, segundo os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o item ? que pesa mais de 3% para a composição do indicador ? registra deflação de 0,29%.
Parte da alta de 2015 é atribuída aos efeitos da Medida Provisória 579, que tentou baixar à força as tarifas de energia. A estratégia acabou provocando desequilíbrios no setor, que, em difivuldades, reajustou fortemente os preços nos dois anos seguintes.
? Os dois últimos anos foram anormais. Em 2015, 51% de aumento derivado dos erros passados. No ano passado, houve um certo acerto de contas, retirada de bandeira, dólar em queda. Esse ano, as coisas estão dentro de uma normalidade ? afirma o economista Paulo Brück, que espera inflação de 8% para este ano.
André Braz, da FGV, calcula que a inflação da energia encerrará 2017 em 9%:
? A mudança para bandeira amarela também contribuirá para um avanço da tarifa elétrica em todo Brasil. Esse ano, a energia deve subir em média 9%.