Descubra como a POLÍTICA pode ajudar a encontrar pessoas desaparecidas em eventos financiados pelo governo do Paraná - Foto: Valdir Amaral/Alep
Descubra como a POLÍTICA pode ajudar a encontrar pessoas desaparecidas em eventos financiados pelo governo do Paraná - Foto: Valdir Amaral/Alep

Curitiba e Paraná - Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Paraná o Projeto de Lei nº 78/2026, de autoria do deputado Tito Barichello (União). A proposta visa utilizar espaços de eventos financiados com recursos públicos estaduais para divulgar informações sobre pessoas desaparecidas no Estado. O objetivo é mobilizar a sociedade e apoiar as buscas por meio da ampliação do alcance dessas informações.

A medida sugere que telões, painéis eletrônicos e outros meios audiovisuais, já existentes nos locais de eventos, sejam usados para exibir dados de pessoas desaparecidas durante os intervalos, sem gerar custos adicionais para a administração pública. A divulgação incluiria foto, identificação, data do desaparecimento e o canal oficial de contato, sempre com a autorização da família e respeitando a dignidade e proteção dos dados.

Para o deputado Tito Barichello, a iniciativa visa envolver a população e ampliar o alcance das informações, ajudando na obtenção de pistas e no fortalecimento das ações de busca. Casos recentes, como o de uma criança de Piraquara que publicou nas redes sociais um apelo sobre o desaparecimento do pai, Wellington Galvão de Freitas, geraram grande repercussão e mobilizaram a sociedade a apoiar as buscas.

Paraná: Quarto Lugar em Desaparecimentos no Brasil

O Paraná ocupa o quarto lugar no ranking nacional de pessoas desaparecidas. Em 2025, o estado registrou 6.455 casos, uma média de 18 por dia, o que representa um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior. Desses, 36% envolveram crianças e adolescentes, com maior concentração em janeiro. No Brasil, 28% dos desaparecimentos afetam menores de 18 anos. O deputado destaca que a proposta complementa iniciativas como o programa “Não Espere 24 Horas” e o Alerta Amber, e segue em análise nas comissões da Assembleia Legislativa.

Fonte: Alep