Reportagem: Juliet Manfrin

Quedas do Iguaçu – O imbróglio político envolvendo a prefeita de Quedas do Iguaçu, Marlene Revers, que culminou com sua cassação na noite de terça-feira (6), após investigação de Comissão Processante no Legislativo municipal sobre suposto superfaturamento na compra de bolos e salgados, deixou a cidade sem prefeito neste fim de semana.

Ocorre que a posse do vice-prefeito Anelsio Ubialli estava prevista para essa quinta-feira (9), mas ele não apareceu nem deu satisfação. Quase no fim da sessão, a Câmara recebeu ofício assinado por ele e por Marlene no qual informam que não reconhecem a legalidade da sessão que terminou com a perda do mandato da prefeita.

A Câmara remarcou para a próxima semana a sessão para dar posse ao vice e, se ele não aparecer, o presidente do Legislativo, Leandro da Saúde, deve assumir o Executivo municipal.

A reportagem do Jornal O Paraná tentou novamente contato com a prefeita, que não apareceu na sessão de cassação, assim como sua defesa, que alega não ter sido notificada. Foram feitas sete ligações para a prefeitura, mas ninguém atendeu. Contudo, populares disseram que a Marlene foi vista em seu gabinete, despachando normalmente.


Denunciante registra BO por ameaça de morte

O morador de Quedas do Iguaçu Heliton Pimentel, que denunciou as suspeitas de superfaturamento da compra de bolos e salgados pela prefeitura e que culminou com a cassação da prefeita Marelene Revers, procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência.

Ele conta que vem sofrendo ameaças de morte, com mensagens de que deverá “pagar caro” pela atitude tomada.

No documento, ele lista ao menos quatro suspeitos de enviarem as mensagens ameaçadoras. O denunciante não descarta a possibilidade de entrar com pedido de proteção à testemunha.

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