
Comum em torneios como o ATP de Miami, a cor verde tinha sido aprovada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela ITF. Mas, após o evento-teste realizado em dezembro, a federação solicitou formalmente a mudança. De acordo com Rodrigo Garcia, diretor de Esporte da Rio-2016, o trabalho levará cerca de um mês e, para dar tempo de deixar tudo pronto para as partidas, começa nas próximas semanas. A proposta, diz ele, é que o piso continue verde, só que, invertendo o padrão atual, com um tom mais escuro na parte interna e mais claro do lado de fora.
– Já fechamos os dois novos tons. Só precisamos de um aval da federação – afirma ele, explicando o motivo da mudança:
– O contraste com a cor da bola de jogo não era tão bom. Além disso, as cores se confundiam com o verde que utilizamos na comunicação visual dos Jogos, como na própria marca da Olimpíada de 2016. No evento-teste, já tínhamos um retorno, principalmente, dos atletas quanto a esse problema.
Sem citar os valores que contrariaram Paes, Rodrigo reconhece que a nova pintura gera um adicional de custo às obras. Mas diz que, no computo final do orçamento para o Centro Olímpico, não há impactos. Segundo ele, já aconteceria um reforço na pintura das quadras, para apagar a marca do evento-teste de dezembro e pintar os aros olímpicos, por exemplo. Mas não era esperada a necessidade de modificar os tons do piso.
Além disso, os verdes atuais atrapalhariam as transmissão de TV.
A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) aprovou a mudança. Segundo o diretor executivo da entidade, Rafael Westrupp, a nova pintura não interfere em nada na velocidade. Ele afirma que, tecnicamente, as arenas da Olimpíada do Rio foram elogiadas por atletas e árbitros. O maior inconveniente, afirma, seria quanto à visualização na TV.
– Houve uma reclamação do público na TV. A luminosidade do sol atrapalhava que os telespectadores enxergassem algumas jogadas – defende.
Número 3 do Brasil e 53º do mundo nas duplas, o mineiro André Sá aprova a mudança:
– É uma boa notícia. No evento-teste tivemos problemas para enxergar a bola. Escurecendo a quadra e o fundo acredito que vai melhorar.
O duplista gaúcho Marcelo Demoliner, radicado no Rio, também participou do evento-teste e aprova as mudanças:
– O que tinha influenciado pra mim não era a cor da quadra na época e sim a tela de fundo que era clara . Essa cor mais escura no fundo acredito que vá resolver e ficar legal – disse o atleta da Tennis Route, no Recreio dos Bandeirantes.
* Colaborou Gustavo Loio