
Cascavel e Paraná - As obras públicas em todos os setores são extremamente importantes para o desenvolvimento das cidades. Em Cascavel, nos últimos anos dois problemas têm se tornado bastante comuns: Primeiro a suspensão de processos licitatórios que ocorrem pelos mais diversos motivos, valores muitos abaixo do que está sendo ofertado e depois o atraso da obra, não de alguns dias, mas de meses e até anos, para terminar o que deveria ter sido planejado e executado dentro do período proposto, já que as obras seguem todo um esquema de planilha tanto de custos quanto de execução.
Uma licitação realizada na manhã desta quarta-feira (4) chamou a atenção justamente pelo desconto ofertado pela empresa vencedora. O processo é de contratação de uma obra de drenagem da Rua Olavo Bilac – entre a Rua Minas Gerais e Avenida Brasil, região central da cidade – para a implantação de um emissário, que pretende resolver os problemas de alagamentos que são constantes na região. Em 2023, a via já recebeu o mesmo reparo, mas da parte debaixo da Rua Minas gerais até a Rua Antonina.
O valor geral da licitação foi de R$ 3.921.238,49 milhões e a vencedora foi uma empresa da cidade de Ibiporã, com proposta bem abaixo do valor estimado, de apenas R$ 1,5 milhão. A obra será paga por meio do PDU (Programa de Desenvolvimento Urbano) viabilizado por um empréstimo feito com o Banco Fonplata ainda na antiga gestão, que soma ao todo US$ 27,5 milhões.
‘Insuficiente’
Para o secretário municipal de Serviços e Obras Públicas, Severino Folador, o valor oferecido pela empresa é insuficiente para atender a demanda e por isso ela deve ser desclassificada para repassar a obra para a segunda colocada se atender aos critérios ou as próximas. “Esperamos que a gente possa o quanto antes, desclassificar uma empresa que ganhou em primeiro lugar, porque com certeza o preço dela vai ser inexequível. Ela deu mais de 60% de desconto, ou seja, ou o nosso orçamento está muito errado, que beira 4 milhões, ou ele vai ter que provar com dados, mas provavelmente vai ser desclassificada”, relatou.
Folador explicou que ao todo participaram da licitação 15 empresas desta obra que é bem importante e que pretende resolver mais um problema crônico ali daquela região que causa transtorno quando tem chuvas fortes. O processo está sendo realizado pelo Departamento de Compras que agora fará a análise da documentação e o preço ofertado pela primeira empresa, mas que este tipo de situação “acaba causando transtorno, tendo que demorar muito mais para dar a ordem de serviço”.
Análise
O secretário adiantou ainda que existe um estudo junto ao Departamento de Compras para mudar este sistema, fazer a inversão, primeiro analisar a documentação para só depois receber as propostas de valores. “A execução do preço vem como a parte documental, por isso queremos mudar, para que não haja este tipo de situação”, frisou. Para Severino Folador, depois da análise da vencedora deve ainda demorar pelo menos 40 dias para sair à ordem de serviço para a empresa vencedora.
Ele explicou ainda que a obra vai compreender parte da Rua Paraná e da Rua Mato Grosso, complementando o que já foi feita anteriormente na Rua Olavo Bilac e que por isso, devem ser feitas intervenções programadas na Olavo Bilac, entre a Avenida Brasil e a Rua Minas Gerais; Ruas Paraná e Mato Grosso, entre as ruas Vicente Machado e Engenheiro Rebouças. O prazo para execução da obra é de oito meses, mas de vigência do contrato será de 18 meses.
Folador lembrou ainda que a Avenida Brasil é o divisor de águas da cidade e que serão feitas melhorias de macrodrenagem, uma rede melhor com maior volume de captação que possa minimizar ou resolver 100% dos problemas.