Dom Mauro

Família de Dom Mauro se manifesta após denúncias de abusos envolvendo o arcebispo falecido

Foto: Reprodução
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A família de Dom Mauro Aparecido dos Santos, arcebispo de Cascavel falecido em 2021 por complicações da Covid-19, divulgou uma nota pública após o nome do religioso ser citado em investigações de abuso sexual conduzidas pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes.

No comunicado, os familiares afirmam receber com consternação as denúncias, reconhecendo a gravidade do tema, mas ressaltam a importância de preservar a memória de Dom Mauro, que dedicou mais de quatro décadas à vida pastoral.

“Sentimos a necessidade de preservar a memória de Dom Mauro, que dedicou décadas de sua vida ao serviço pastoral, à promoção da dignidade humana e ao cuidado com os mais vulneráveis. Sua trajetória foi marcada por gestos de fé, solidariedade e compromisso com a comunidade”, diz a nota.

Os familiares destacaram ainda o sofrimento em lidar com acusações dirigidas a alguém que não está mais vivo para responder ou se defender. “É profundamente doloroso enfrentar uma acusação tão grave contra alguém que não está mais entre nós para se defender ou esclarecer os fatos. Confiamos que a verdade, mesmo diante da impossibilidade de contraditório, será buscada com responsabilidade, prudência e respeito por todos os envolvidos”.

Ao final, a família pediu cautela à sociedade e à imprensa. “Pedimos que o tema seja tratado com a sensibilidade que ele exige, evitando julgamentos precipitados e preservando a dignidade de quem sofre e de quem já partiu, até que os fatos sejam integralmente esclarecidos”.


Investigações

O nome de Dom Mauro foi mencionado em depoimentos colhidos no inquérito que investiga o padre Genivaldo Oliveira dos Santos, conhecido como “Padre Dudu”, preso sob suspeita de abusos sexuais. O NUCRIA confirmou que três pessoas já se apresentaram como vítimas do arcebispo falecido, mas ressaltou que as apurações ainda estão em andamento e tramitam sob sigilo.

Arquidiocese de Cascavel esteve à frente da Arquidiocese de Cascavel por 16 anos e faleceu aos 66 anos. A família, que assina a nota, afirma permanecer em oração, confiando na justiça divina e humana.