
Apesar de acreditarem no adiamento da volta ao trabalho, fontes do governo não souberam dizer por quantos dias mais Padilha deverá ficar afastado.
Paralelamente à cirurgia, Padilha acabou se complicando depois que José Yunes, advogado e amigo de Temer, depôs à Procuradoria-Geral da República afirmando que recebeu um pacote do doleiro Lúcio Funaro em seu escritório, em São Paulo, a pedido do ministro chefe da Casa Civil. Apesar do depoimento, não é simples para Temer tirar Padilha do cargo. Ele é um dos únicos peemedebistas próximos da presidente que restou no governo e o que tem melhor articulação com o Congresso. Padilha também tem a simpatia da equipe econômica para comandar aprovação de matérias fundamentais para o governo, como as reformas trabalhista e da Previdência.
Na segunda-feira, antes de Padilha se submeter à cirurgia, ele e Temer conversaram por telefone. Segundo auxiliares presidenciais, ele não cobrou ainda explicações de seu ministro sobre o depoimento de Yunes. Isso só ocorrerá, segundo interlocutores, depois que Padilha voltar a Brasília.