Entenda o cenário agrícola no Brasil na safra 2025/26 e como Cascavel se destaca em meio a desafios climáticos -  Foto: Gilson Abreu/AEN
Entenda o cenário agrícola no Brasil na safra 2025/26 e como Cascavel se destaca em meio a desafios climáticos - Foto: Gilson Abreu/AEN

Cascavel e Paraná - Com máquinas avançando pelo campo e o calendário agrícola apertando, a safra brasileira de grãos 2025/26 começa a ganhar ritmo em diversas regiões do País. O avanço das atividades, no entanto, ocorre sob um cenário que ainda inspira atenção redobrada de produtores, cooperativas e do mercado, especialmente diante de desafios climáticos localizados que podem influenciar o desempenho final da temporada.

Até o dia 29 de janeiro, a colheita da soja alcançou 10% da área cultivada no Brasil, conforme levantamento da AgRural. O número representa uma aceleração significativa em relação à semana anterior, quando os trabalhos somavam 5%, e praticamente repete o ritmo observado no mesmo período do ciclo passado. A colheita já está em andamento em praticamente todos os Estados produtores, o que sinaliza um início mais uniforme no território nacional e favorece a logística de escoamento nos primeiros meses do ano.

Apesar desse avanço, o quadro ainda exige cautela, principalmente no Rio Grande do Sul. No Estado, cerca de 15% das lavouras permanecem na fase de enchimento de grãos, considerada decisiva para a definição do potencial produtivo. A depender do comportamento do clima ao longo de fevereiro, especialmente em relação às chuvas e às temperaturas, o rendimento da soja gaúcha pode ser consolidado ou sofrer perdas, mantendo o mercado atento às previsões meteorológicas e aos boletins técnicos.

MILHO

Paralelamente à colheita da oleaginosa, o milho de segunda safra começa a ocupar espaço nas áreas já liberadas. O plantio da safrinha atingiu 13% da área prevista no Centro-Sul do País, avanço expressivo frente aos 5% registrados na semana anterior e também superior aos 9% observados no mesmo intervalo de 2024. Mato Grosso segue liderando os trabalhos, à frente de Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, reforçando seu papel estratégico na produção e no abastecimento nacional do cereal.

A colheita do milho verão também apresenta evolução. No Centro-Sul, os trabalhos chegaram a 10% da área cultivada. Embora o índice ainda esteja abaixo do registrado há um ano, quando atingia 14%, a última semana foi marcada por aceleração, favorecida por um período de clima mais seco, que permitiu maior entrada das máquinas nas lavouras.

O cenário da safra, portanto, combina avanço operacional consistente com desafios climáticos pontuais, sobretudo no Sul do Brasil. À medida que fevereiro se aproxima, o comportamento do tempo será determinante para definir os números finais da produção de grãos e orientar as decisões de produtores, tradings e agentes do mercado.