São Paulo – A Odebrecht Engenharia e Construção anunciou a seus credores, detentores de US$ 581 milhões bônus com vencimento em 2025, que não fará o pagamento do juro de US$ 11,5 milhões que venceram em 25 de outubro. Desde essa data, a empresa vinha usando os 30 dias de carência, previstos em contrato, para fazer o pagamento.

No mesmo comunicado enviado aos investidores, disse ter contratado a assessoria financeira Moelis & Company e os escritórios Munhoz Advogados e o Cleary Gottlieb Steen & Hamilton para dar início a discussões consensuais com alguns de seus principais credores.

A construtora parte para a reestruturação de todos os bônus que têm emitidos no exterior, algo que os credores externos da companhia desconfiavam desde o início das investigações da Lava Jato, há cerca de três anos.

Nessas conversas estarão envolvidos papéis que, juntos, somam cerca de US$ 3 bilhões. Uma parte dos bondholders – credores que detêm cerca de 25% dos bônus da Odebrecht – contratou a Rothschild. Entre esses credores estariam a BlackRock, o Fidelity, o Gramercy e o AllianceBernstein. Os credores especulativos ainda se organizam para entrar no processo.