Capitão Leônidas Marques – As famílias atingidas pela barragem da Usina do Baixo Iguaçu aguardam um posicionamento do Ministério Público, que definiria nessa quinta-feira o que pode ser feito para auxiliar as negociações com o consórcio responsável pelas obras da usina. Mas a resposta não agradou os atingidos, que prometem se mobilizar novamente na próxima semana. “Eles só informaram que vão tentar marcar mais uma audiência pública para o dia 30 de agosto. Mas para nós essa data não serve, até lá o consórcio termina a limpeza e solta a água para fazer o teste e nós não podemos esperar por isso”, explica a agricultora a Sirlei Flores da Silva.

Após o anúncio da nova audiência, as famílias se reuniram na Igreja do Parque São Francisco, em Capitão Leônidas Marques, para discutir os próximos passos. Uma manifestação foi realizada na sequência em frente à sede da Copel e para a próxima semana está programada a paralisação dos trabalhos de construção da usina. “Nós vamos nos mobilizar novamente, desta vez parando os serviços aqui, vai parar obra, vai parar tudo até alguém olhar para nós e resolver nossa situação. Porque o prazo está terminando, daqui a pouco será tudo alagado e nossa situação continua a mesma”, explica Sirlei.

Reivindicações

As famílias lutam por indenizações de áreas tratadas pelo consórcio como remanso no licenciamento ambiental, que, de acordo com as famílias, devem ser prejudicadas pelo alagamento mas sem indenização aos donos.

Os atingidos aguardam posicionamento do Ministério Público e da Defensoria Pública para os cerca de 50 casos de desapropriação que ainda seguem na Justiça sem acerto e outros 70 casos de famílias que tiveram os direitos indenizatórios negados. E também um posicionamento sobre a aquisição de mais uma área para o reassentamento de pelo menos 20 famílias que ainda não tem a situação definida.