Palotina – Ao contrário do desempenho nacional da balança comercial que registrou queda nas exportações, aumento nas importações e recuo no saldo da balança em abril, a região oeste do Paraná segue “firme e forte” no comércio internacional.

Segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços), os 31 municípios da região com atividades na balança somaram no primeiro quadrimestre deste ano US$ 541,2 milhões em transações externas, volume 7% maior que o registrado no primeiro quadrimestre de 2017.

Com o dólar em alta perante o real, o que beneficia as exportações brasileiras, as importações na região caíram. A retração chega a 25%, saindo de US$ 224,269 milhões de janeiro a abril de 2017 para US$ 167,1 milhões. Esse movimento impulsiona o saldo da balança regional, que já é 32% maior que o registrado no primeiro quadrimestre de 2017: de US$ 283,7 milhões passou para quase US$ 373,6 milhões. “Ano passado já foi excelente para as nossas exportações e a tendência é para que isso se mantenha em 2018”, avalia o especialista de mercado Camilo Motter.

O analista lembra ainda que esses números de agora já vinham sendo esperados pela valorização das commodities, como a soja e o milho, que passaram a valer mais no mercado internacional e impulsionaram as vendas. “A tendência é para que isso se mantenha nos próximos meses, assim como a valorização do dólar”, reforça.

Complexo carne

Somado a isso, há os mercados de proteínas que continuam aquecidos, como é o caso da avicultura, que responde por mais de 70% da pauta regional de exportações. Pelo menos na região, o setor não sentiu os reflexos do embargo da União Europeia, anunciado há duas semanas.

Na avaliação de especialistas, isso só deve ocorrer se outros mercados adotarem a restrição. Vale lembrar que o embargo diz respeito apenas a cortes salgados de frango.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) já acionou a OMC (Organização Mundial do Comércio) quanto ao embargo da UE sob a alegação de que esta medida é puramente comercial, e não de sanidade. Também reclama das restrições impostas pela China, que alega subsídios no mercado brasileiro.

Também na contramão da balança nacional está a venda de carne suína. Enquanto no Brasil houve registro de queda de 31,7% nas exportações no primeiro quadrimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2017, na região a venda do produto cresceu em toneladas (14%) e em volume financeiro (6%). A venda internacional representou quase US$ 16 milhões nos primeiros quatro meses do ano, contra US$ 13,4 milhões em 2017.

Principais mercados

Na região oeste do Paraná os principais mercados abastecidos pelas exportações são: a China, com quase um terço dos produtos regionais exportados, o Oriente Médio, Hong Kong e os vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina.

Municípios que lideram

A cidade de Palotina, que assumiu em março a ponta do ranking regional das exportações, mantém a posição com quase US$ 110 milhões em vendas em quatro meses. Seus principais compradores são: China (43%), Reino Unido (11,26%) e México (10,93%).

Cascavel, que passou a ocupar a segunda colocação na lista, exportou US$ 104,5 milhões no quadrimestre. Seus principais compradores são: China (24,11%), Paraguai (1,61%) e Arábia Saudita (10,49%).

Cafelândia, a terceira poderosa na relação regional, vendeu neste ano US$ 89,8 milhões especialmente para China (17,78%), África do Sul (13,40%) e Japão (12,32%).

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