MPF pede condenação de operador de Beto

Essa é a primeira ação na operação envolvendo supostos desvios no governo do Paraná

Curitiba – Em alegações finais no âmbito de processo por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a PPP (Parceria Público Privada) para exploração e duplicação da rodovia PR-323, a força-tarefa do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato pede a condenação do suposto operador do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB).

Além de Jorge Atherino, a quem os procuradores atribuem o papel de “intermediário que gerenciava as propinas do ex-governador”, a Lava Jato pede a condenação do ex-chefe de gabinete Deonilson Roldo e, ainda, de Adolpho Julio da Silva Mello Neto, Benedito Junior, Fernando Migliacchio, Luciano Pizzatto, Luiz Antônio Bueno Junior, Luiz Eduardo Soares, Maria Lucia Tavares e Olívio Rodrigues Junior.

As alegações finais são a etapa derradeira do processo criminal. Essa é a primeira ação na operação envolvendo supostos desvios no governo do Paraná com instrução encerrada. Outro processo sobre o caso ainda está em curso, no qual Beto Richa é réu.

Segundo o Ministério Público Federal, “as provas que embasam a acusação revelaram o pagamento de propinas pela Odebrecht para obter favores ilegais nas obras da rodovia PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá, em 2014, cujo valor era de R$ 7,2 bilhões”.

Além das penas de prisão, a força-tarefa prevê um valor mínimo para reparação de dano de R$ 4 milhões.

 



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