Toledo – Com uma década de história, a Associação de Familiares e Amigos dos Autistas – Vida de Toledo enfrenta dificuldades para manter a entidade e a convivência terapêutica das famílias e crianças. Faltam colaboradores, espaço e parcerias para que o trabalho seja realizado com qualidade e resultados. As fundadoras da entidade estiveram na Câmara de Vereadores na tarde de ontem (8).

Quando a Associação dos Autistas de Toledo foi fundada, oitos famílias participavam, mas em uma década o número chegou a 85.

Tânia Salete Bilatto conta que a Associação possui uma sede em Toledo, mas luta por um funcionário cedido pela Prefeitura de Toledo para auxiliar no atendimento das famílias, além de convênios e um espaço que comporte o convívio e as atividades de desenvolvimento. “Temos protagonizado uma luta árdua, humilhante e solitária. Somos apenas mães que lidam de forma direta com o descaso e com a invisibilidade social da causa”.

Já Maria Aparecida Denarde chamou atenção para o abandono da causa e a falta de integralização das crianças e dos adolescentes. “Corremos contra o tempo para auxiliar nossas crianças. Eles dependem de estímulos desde muito cedo, mas se deixarmos o tempo passar a realidade dessas vidas e famílias será cada vez mais cruel”, alerta.

Sem números nem treinamento

Entre as queixas das mães e dos familiares de autistas está a ausência de prioridade e de cuidados especiais para receber e acolher os pacientes com autismo. A espera misturada à ansiedade e aos transtornos causados pela síndrome leva as famílias ao desespero na hora do atendimento, em especial quando envolve em acidentes domésticos ou com fraturas.

Outra reclamação é quanto à utilização dos banheiros pelos autistas. Mães e pais precisam acompanhar os filhos adultos e ficam constrangidos em entrar em banheiros do gênero oposto. Nem sempre as pessoas entendem ou respeitam. Uma saída apontada é que os banheiros para pessoas com deficiência física sejam sinalizados também para autistas.