Uma discussão que vai e volta no futebol brasileiro é o retorno do mata-mata no Campeonato Brasileiro. Uma notícia sobre pressão da televisão ou alguém expondo a visão que termos uma final é positivo basta para o assunto brotar novamente. Você lembra do Brasileirão com essa fórmula de disputa? É viável voltar a ela?

Viável é, mas é preciso fazer adaptações

Algo que não estava na cabeça dos gestores do futebol brasileiro nos anos 90, mas precisa estar agora, é a aceitação do público internacional. Comercialização de direitos televisivos, apostas esportivas – até em séries inferiores e categorias de base nas principais plataformas de apostas – e, vendas de produtos esportivos são feitos no mundo inteiro.

O calendário do futebol brasileiro sempre foi um caos completo. Em um mundo globalizado, em que apostadores de todos os lugares descobrem o que é sportingbet e apostam em competições disputadas a milhares de quilômetros de distância, é fácil imaginar a confusão de um estrangeiro ao abrir uma plataforma de apostas e ver o que está em disputa no Brasil.

Primeiro de tudo, os campeonatos estaduais, únicos entre os grandes centros futebolísticos do mundo, tomam mais de um terço do calendário. O resto concentra todas as outras competições – e são muitas – inclusive o Campeonato Brasileiro.

Em 2002, ano do último Campeonato Brasileiro, o campeão Santos jogou Copa do Brasil, Copa Rio-São Paulo, o campeonato nacional e pode-se dizer que teve um ano mais tranquilo porque o Paulistão daquele ano foi uma bagunça. Em um ano comum teria mais essa competição e ainda a Copa Libertadores caso se classificasse.

Portanto para voltar ao mata-mata seria preciso limpar esse calendário de competições, com o estadual sendo cortado ou totalmente eliminado. É preciso mudar essa história do futebol brasileiro de ser bagunçado nas suas datas.

Outra dúvida que paira é como seria esse campeonato. Em 2002 só havia um turno, com oito se classificando para o mata-mata, aí sim com ida e volta nos estádios dos mandantes. Repetir essa fórmula cortaria muitas datas, o que implica em perda de renda de estádio, exposição de marca e outras receitas.

Ao mesmo tempo jogar 38 rodadas para depois ter um mata-mata é demais. Um meio-termo teria que ser alcançado.

Por que voltar ao mata-mata?

Os pontos corridos têm muitos defensores e dá para entender os pontos positivos: o calendário está pré-estabelecido e é possível se planejar de melhor forma, seja esportivamente ou financeiramente. Os números de público são melhores que nos anos de mata-mata e há diversidade de campeões.

Entretanto essa diversidade começou a diminuir nos últimos anos, com Corinthians, Palmeiras e Flamengo tendo claro protagonismo. Os dois últimos se impuseram financeiramente e o Timão, com a força de sua enorme torcida.

O mata-mata é mais imprevisível, mas mais emocionante, não à toa sendo a fórmula de decisão de todas as competições memoráveis nos esportes: todos os torneios de tênis, basquete, a NFL (futebol americano) e também torneios como a Copa do Mundo.

A graça do esporte é colocar frente a frente os melhores e fazer eles duelarem pelo troféu. Isso gera não só a competição no seu mais alto nível, mas também a atenção de todos os amantes do esporte e consequentemente uma atração para a televisão e patrocinadores.

Para citar o exemplo do último campeonato Brasileiro, o Flamengo sobrou, só que nessa caminhada incrível, vários jogos aconteciam ao mesmo tempo, diluindo a atenção. Os duelos contra o Santos, segundo colocado, foram na 19ª rodada, muito antes do campeonato acabar, e coincidiu de ser na última rodada do Brasileirão, mas com o campeonato decidido havia semanas.

Mais uma coincidência: na Libertadores, mata-mata, final em jogo único, todos viram a virada incrível dos cariocas contra o River Plate. Seja os torcedores das equipes, secadores de todos os lados e amantes do futebol. Não seria interessante trazer isso de volta?

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