Foz do Iguaçu – Criar um modelo de escola referência para o turismo no Brasil, inspirada nas demandas contemporâneas do setor e oferecendo disciplinas técnicas em nível acadêmico baseadas em inovação e tecnologia. Esse é o conceito da Escola Nacional de Turismo, que está em debate entre os Ministérios do Turismo e da Educação, o governo do Paraná, a Prefeitura de Foz do Iguaçu e a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), onde ficará a sede da instituição. O projeto está em fase de desenvolvimento.

A intenção é ter no País uma instituição especializada e referência em turismo, com foco na preparação de mão de obra para um mercado que está em constante crescimento.

Dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), reafirmam o otimismo com o setor e apontam aumento do volume de atividades turísticas no Brasil. O índice de junho de 2019 cresceu 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado, influenciado pelas empresas de hotéis, de locação de automóveis e de restaurantes.

A escola, que deve buscar parcerias na iniciativa privada e no trade turístico, oferecerá ensino presencial e a distância.

O secretário Nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Ministério do Turismo, Aluizer Malab, explicou que ainda não há prazos ou investimento definidos, já que, em 20 dias, um projeto detalhado será apresentado ao MTur. “Definimos que vamos ter uma escola-modelo em turismo, que vai formar um profissional pronto para atender as demandas do setor, com base em conceitos contemporâneos frente às mudanças tecnológicas”, explicou. A ideia, segundo o secretário, é levar futuramente o modelo para outras regiões do Brasil.

O reitor da Unioeste, Paulo Sérgio Wolff, agradeceu a escolha da universidade para ser o local da escola. “Em 20 dias vamos apresentar um projeto mais completo. As regiões oeste e sudoeste do Paraná e o Brasil vão crescer muito”, apostou.

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, afirmou que a escola nacional vai beneficiar toda a região com a capacitação de profissionais, fundamental para atender bem os turistas nacionais e internacionais. “Nesses primeiros meses, tivemos um crescimento extraordinário de americanos, canadenses, australianos e japoneses em Foz do Iguaçu. E esperamos que cheguem os chineses. Essa escola é estratégica e pioneira, pois vai dar uma formação profissional e qualificação internacional para nossos trabalhadores”, comentou.