Fake news, política e a tua vida

Por Carla Hachmann

A liberdade do meio digital democratizou a informação a um nível nunca antes visto. As pessoas não precisam mais comprar jornal ou ligar a televisão e o rádio. Tudo está na palma da sua mão. Mesmo quem não vasculha os sites de notícias recebe “notícias” de diversas fontes, seja pelas redes sociais, seja pelos grupos de whatsApp. E é aí que mora o perigo.

O bombardeio de informações é gigante e constante. E ele dá a (falsa) sensação de que estamos bem informados o tempo todo. Falsa, porque nem tudo o que recebemos é verdadeiro. A onda digital multiplicou exponencialmente as fake news, que muitas vezes são compartilhadas até de maneira inocente, mas seus estragos são graves, e podem até custar vidas.

No Brasil, acaba de virar lei: compartilhar fake news de conteúdo político em período eleitoral é proibido e pode ser punido. Mas a lei só vai até aí. Protege apenas uma pequena parcela da população: aquela que está com medo de perder a eleição.

Contudo, a maioria das pessoas continua sem proteção para os danos das notícias falsas. Uma pesquisa do Ibope que acaba de ser divulgada revela que sete em cada dez brasileiros acreditam em fake news sobre vacinas, por exemplo. Esse é um dos motivos para explicar o surto de sarampo, que voltou com força total no Brasil.

Existem mecanismos simples (e antigos) para combater esse mal: são os veículos de jornalismo legalmente constituídos. As notícias veiculadas por um jornal são apuradas com fontes confiáveis e, quando imprecisas, são imediatamente corrigidas. Verifique sempre a origem da notícia recebida. Use os mecanismos de busca para pesquisar se aquele fato é real ou inventado. E, na dúvida, pergunte a um jornalista/jornal de sua confiança.



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