Gastos com energia elétrica, água e telefone. Do copinho do café até as licitações milionárias. O Executivo tende a implantar uma rigidez em busca de economia aos cofres públicos. Estão em andamento medidas para aumentar a arrecadação, a fim de compensar, por exemplo, a contratação de mil servidores públicos no ano passado – a maioria para atender serviços de Saúde e Educação, principalmente no Conjunto Rivieira.

Por enquanto, não estão previstos “pacotes de maldades”: o corte será na própria carne, sem afetar a população. Estão inclusos cortes de gratificações e intensificação dos cortes de horas extras. Medidas mais drásticas, como fechamento de Unidades Básicas de Saúde, são descartadas. “Vamos manter as horas extras a funções essenciais, como na Saúde. Mas o controle será intensificado”, afirma o secretário Municipal de Planejamento e Gestão, Edson Zorek.

O desafio da gestão é elevar a arrecadação, sem onerar os contribuintes. O reajuste de 1,7% ao funcionalismo público representa R$ 7 milhões de gastos a mais na folha. Atribui-se a ele a elevação do índice prudencial: hoje o gasto com salários equivale a 51,8%, enquanto que o recomendável pelo Tribunal de Contas é de 51,3%. Além do reajuste salarial, foram determinantes a essa elevação de gastos: as consultas nas UPAs aumentaram 40% em um ano e a rede municipal de ensino teve acréscimo de dois mil alunos, que migraram da rede particular.

JOSIMAR BAGATOLI

Nota Premiada aos consumidores

“CPF na nota?” Pergunta comum no comércio, com a Campanha Nota Paraná, será intensificada por Leonaldo Paranhos, que já mandou à Câmara de Vereadores projeto instituindo a “Nota Premiada”. A ideia copiada do Estado é uma estratégia para elevar a arrecadação de ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Sorteios e prêmios serão dados aos contribuintes que aderirem a campanha. Ainda não há previsão de quando a Nota Premiada estará em funcionamento. “Dependemos de um software que será contratado para realizar os sorteios e incluir os contribuintes”, diz Zorek.