Coluna Contraponto do dia 24 de maio de 2018

Alvaro repete: não se alia com corruptos

Aplaudido por uma plateia de prefeitos de todo o País em Brasília, o pré-candidato do Podemos à Presidência, senador Alvaro Dias, afirmou nessa quarta-feira que pretende “refundar a República”. O candidato avaliou o Brasil como um País “dividido entre honestos e desonestos” e disse que, caso seja eleito, a população irá “reviver a fé perdida na estrada na corrupção”. Questionado sobre o alcance do mote “refundar a República”, Alvaro Dias disse que é preciso respeitar a lei e que não participará de alianças com partidos que deram suporte ao sistema de corrupção generalizada. Por isso, rejeitou qualquer possível aliança com o MDB: “Eu não participaria de uma aliança com partidos que foram o sustentáculo do sistema que eu estou combatendo e advogando a sua substituição no que eu estou chamando de refundação da República”.

Beto Richa mentiu?

Pelo ajuste fiscal, que determinou o congelamento dos salários dos servidores públicos estaduais por tempo indeterminado, o ex-governador Beto Richa aprovou tudo na Assembleia Legislativa. E mesmo ao deixar o cargo, Beto Richa não sinalizou, em momento algum, que sua decisão poderia ser revista por conta de uma milagrosa recuperação das finanças do Paraná para justificar aumento dos salários, ou nem mesmo a recuperação da inflação no período.

Agora pode?

Agora a governadora Cida Borghetti acena com correção dos salários. Das duas, uma: o ex-governador Beto Richa mentiu deslavadamente ao negar a correção para se vingar dos servidores e ser xingado de volta, mesmo sendo candidato ao Senado e precisando de votos. Ou a governadora decide dar um reajuste que irá interferir, sim, no caixa do governo, mas é preciso agradar a galera pra ter apoio na eleição de outubro para a família Barros permanecer no poder do Paraná por mais 4 anos. Quem mente, afinal?

Tanques cheios I

Diante do desabastecimento dos postos de combustíveis e com tendência de chegar a um colapso total em decorrência da greve dos caminhoneiros, a Secretaria Estadual da Administração tomou providências para evitar que a frota oficial de veículos tenha de parar. Preocupam, principalmente, viaturas das Polícias Militar e Civil, além das voltadas para serviços de saúde.

Tanques cheios II

O jeito foi liberar os órgãos para que não deixem os tanques vazios, enquanto houver incerteza quanto à volta à normalidade. Em razão disso, o governo retirou o limite de 100 km rodados para o próximo reabastecimento. A partir de ontem, veículos do Estado estão autorizados a fazer o reabastecimento mesmo antes do limite para evitar que sejam obrigados a parar por falta de combustível. Tão logo o abastecimento seja normalizado, voltará a valer a regra anterior, segundo instrução normativa 23 do Departamento de Gestão do Transporte Oficial.

1º ex-governador tucano na cadeia. E o 2º?

O primeiro tucano preso pelo esquema conhecido como “Mensalão Tucano”, ex-governador de Minas e ex-presidente nacional do PSDB Eduardo Azeredo tem condenação de mais de 20 anos de prisão. Como informaram seus advogados, ao se entregar à Polícia Federal, ele “estava sereno e tranquilo”. Tranquilidade parece um mantra entre os tucanos com problemas na Justiça. Depois de Azeredo preso, se consolida a frase, também um mantra, que o juiz Sérgio Moro vive repetindo: ninguém está acima da lei. Ou, em forma diferente mas no mesmo sentido, a lei é para todos. Então, quem será o segundo tucano a enfrentar o acerto de contas com a Justiça brasileira?



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