O ex-governador Beto Richa está cada vez mais empenhado na tarefa de reduzir o número de adversários na disputa pelo Senado. Teria tentado demover o cacique da campanha de Cida Borghetti (PP), seu marido Ricardo Barros, da decisão de lançar a senador na mesma chapa o deputado Alex Canziani (PTB) e deslocá-lo para a posição de vice-governador. Com isso, poderia usar na televisão todo o tempo destinado aos candidatos a senador na chapa de Cida. Não precisaria dividir o tempo com Canziani. Não houve acerto: o deputado Ricardo Barros, coordenador da campanha, não concordou e manteve Canziani candidato a senador – apesar da ameaça de Richa de tirar o PSDB da aliança e sair como candidato “avulso”.

 

Pesquisas

Richa quer também outro tipo de conforto, reduzindo o número de candidatos de campanhas alheias. Este ano, o eleitor pode votar em dois candidatos a senador. As pesquisas que tem em mãos mostram que Requião é o primeiro voto da maioria dos eleitores do Paraná, mas o segundo voto está pulverizado entre vários candidatos com razoável potencial de voto, como Flávio Arns (Rede), o deputado Takayama (PSC da coligação de Ratinho), Fernando Francisquini (bolsonarista do PSL, que também estava na chapa de Ratinho), além do empresário Tony Garcia (PTC), que se lança com o propósito de difundir o arsenal de denúncias que acumulou contra Beto.

 

Risco

As pesquisas apontam que o segundo voto seria de Beto Richa e, portanto, em tese, também seria eleito senador. Mas quanto mais candidatos se apresentarem para a disputa, mais o “segundo voto” se dispersa e maior o risco de Richa não se eleger, principalmente se for cerceado de oportunidades de defesa contra as acusações que pesam contra ele. Por isso, quanto mais tempo tiver para se defender dos ataques, melhor. E quanto menos opções de segundo voto existirem, também melhor.

 

Massacre

Ratinho Jr. atendeu ao pedido de Richa e se desvencilhou do delegado Francisquini em sua chapa, que agora se obriga a procurar outro abrigo ou desistir do projeto senatorial para se conformar com a reeleição a deputado federal. A saída de Francisquini dá a Richa uma vantagem suplementar, pois menor será a lembrança de que foi em seu governo que o ex-secretário da Segurança comandou o massacre do Centro Cívico e empurrou os deputados num camburão para que votassem o confisco da previdência.

 

Gente para governar não falta. Só falta governo.

O Brasil tem:

1 presidente

1 vice-presidente

81 senadores

513 deputados federais

27 governadores

27 vice-governadores

27 assembleias estaduais

1.049 deputados estaduais

5.568 prefeitos

5.568 vice-prefeitos

5.568 Câmaras municipais

57.931 vereadores

TOTAL: 70.794 POLÍTICOS

12.825 – Assessores parlamentares Câmara Federal (sem concurso)

4.455 – Assessores parlamentares Senado (sem concurso)

27.000 – Ass. parlamentares Câmaras Estaduais (sem concurso – estimado/falta de transparência)

600.000 – Ass. parlamentares Câmaras Municipais (sem concurso – estimado/falta de transparência)

TOTAL GERAL: 715.074 FUNCIONÁRIOS NÃO CONCURSADOS

 

CUSTO

R$ 248 mil por minuto;

R$ 14,9 milhões por hora;

R$ 357,5 milhões por dia;

R$ 10,7 bilhões por mês;

 

CUSTO TOTAL: acima de R$ 128 BILHÕES por ano, mais R$ 6 BILHÕES de fundos partidário e eleitoral para 2018. Sem contar o rombo na previdência social com suas aposentadorias alienígenas.

35 PARTIDOS REGISTRADOS no TSE e 73 PARTIDOS em formação.