EDITORIAL

Bebedeira, velocidade e irresponsabilidade

28 de dezembro de 2021 às 09:21
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Em 2020, o primeiro Natal da pandemia da Covid-19, as pessoas choravam a perda de seus entes queridos, vítimas do coronavírus e lamentavam o fato das restrições coibirem viagens, as grandes festas familiares e mais uma dezena ou centena de “lamentos”. Todos pediam “Vacinação Já” para que a vida “voltasse ao normal”. Pois bem, a vacinação chegou e neste final de 2021, grande percentual da população já avança na segunda dose da imunização e muita coisa está retomando a “normalidade”. Porém, este “novo normal” que tanto se insiste em enfatizar, traz consigo “velhos hábitos” que continuam aumentando o choro e o lamento.

E um destes velhos e conhecidos hábitos é o “excesso”. Nas festas de fim de ano, como se sabe, a tradição pouco inteligente manda “exagerar” e “extravasar”. Por isso, em nome disso, além da glutonaria desmedida, também a bebedeira corre solta, como se “esvaziar o litrão” fosse uma espécie de conquista heroica. Pior que isso, apesar de tantas campanhas e apelos para afasta álcool e direção, centenas de motoristas foram flagrados em ruas, avenidas e rodovias “dirigindo” completamente embriagados. E, como não poderia ser diferente, os resultados desta decisão e ação pouco inteligente, são acidentes graves e mortes.

Além dos embriagados, criminosos potenciais por assumirem a direção em a mínima condição de consciência e segurança, são aqueles que, livres do álcool, não conseguem se dissociar da imprudência. Excesso de velocidade – mais de 4 mil flagrados apenas pela Polícia Rodoviária Estadual do Paraná, além dos que escaparam aos radares, ultrapassagens em locais proibidos colocaram em risco milhares de pessoas.

Limites são estabelecidos para organizar a sociedade e trazer a proteção mínima necessária para preserva a vida e também patrimônios. As sequelas produzidas pela inconsequência no trânsito não são diferentes daquelas deixadas nas famílias que tiveram seus entes tomados pela Covid-19. Há, sim, um percentual significativo de fatalidades contras as quais pouco se pode fazer. Porém, há outro grande percentual de vidas salvas por ações simples e inteligentes que respeitam leis e normas estabelecidas em favor da vida. O período de férias de dezembro e janeiro precisar ser o tempo de renovo, de reequilíbrio. Contudo, os excessos sempre colocam a vida em risco. Pense nisso! 2022 pode ser o grande ano da retomada. Mas, isso depende de escolhas pessoais, a começar decisão diante de um copo de bebida e um veículo!

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