Baixa renda: Municípios podem perder mais de mil casas populares

Mais de mil casas populares deveriam ser entregues ainda em 2019

Reportagem: Juliet Manfrin

Jesuítas – Prefeitos de nove municípios do oeste, que assinaram ainda em fevereiro de 2018 contratos para a construção de mais de mil casas populares a serem entregues gratuitamente a famílias de baixa renda, correm contra o tempo para não perder as verbas públicas que vieram do Estado e da União.

As edificações ainda não saíram do papel e o recurso deve ser usado, impreterivelmente, neste ano, sob o risco de ser devolvido aos cofres públicos.

O tema espinhoso e preocupante foi tratado mais uma vez durante a semana entre o presidente da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e prefeito de Jesuítas, Junior Weiller, e o governador Carlos Massa Ratinho Junior, em Curitiba.

A entidade apelou ao Estado e à Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) para que auxiliem no processo.

Segundo Junior, a segunda colocada na licitação para a construção das casas contestou a vencedora do certame na Justiça logo após a abertura dos envelopes e o início do processo de contratação. Ocorre que o recurso está parado há um ano e meio, sem qualquer ensaio de movimentação. “Não se pode esperar todo esse tempo. Isso não tem justificativa. Somente no meu município [Jesuítas] são 123 residências que deixaram de ser construídas e que seriam entregues para famílias carentes”, destacou.

Os gestores tentam agora invalidar aquela licitação para que possam iniciar um novo processo. “Não podemos perder esses recursos. Então agora tratamos desse ponto, da possibilidade de anular aquele certame e reiniciar o processo”, reforçou.

Todas as medidas legais estão sendo consultadas para verificar se a ação pode ou não ser adotada.

 



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