
Autor da novela, Gustavo Reiz explica que seu ponto de partida foi criar exatamente o que as pessoas não conheciam: a chegada de Juliana (Gabriela Moreyra) à fazenda, o rapto de seus pais na África, suas relações com a família que a adotou, com os outros escravos e com Miguel (Pedro Carvalho), português por quem se apaixona.
? O público sabe que desse amor sairá Isaura, mas conhecerá uma história completamente nova, com elementos clássicos do folhetim ? diz ele.
As tramas paralelas, adianta o diretor Ivan Zettel, mostram o anseio dos escravos por liberdade, os desmandos da Coroa portuguesa e a censura de Portugal às ideias progressistas que já fervilhavam na Europa.
Saiba quem é quem em ‘Escrava mãe’? Mas abordaremos, principalmente, a questão da escravidão e do racismo, que deixaram marcas profundas em nossa sociedade até hoje ? lamenta Zettel.
Por conta do horário, continua ele, as cenas de violência física e verbal contra os escravos foram mitigadas:
? Estamos retratando sem medo e com muita pesquisa o horror de um período triste e vergonhoso da humanidade. Não precisamos mostrar a violência explícita para falar que ela existiu.
A novela acabou tendo sua estreia adiada por causa da continuação de ?Os dez mandamentos? e já foi toda gravada. Os personagens são os clássicos do melodrama. Zezé Motta é Tia Joaquina, uma das escravas mais antigas do Engenho do Sol, fazenda açucareira para onde Juliana vai. Taís Fersoza é a vilã Maria Isabel, que disputa com a escrava o amor de Miguel. E Juliana é a mocinha que vai à luta.
? Ela é guerreira, questiona a situação, o motivo de as pessoas serem diferenciadas pela cor da pele ? diz Gabriela.