
?Várias empresas estão mergulhando fundo no marketing sem gênero, promovendo produtos que historicamente eram vendidos para um sexo específico e, hoje, são apresentados da forma mais neutra possível?, escreveu a analista de marketing da empresa de pesquisa NPD Group, Larissa Jensen, no blog do grupo.
É o caso, principalmente, de marcas bastante influenciadas pelo cenário fashion que viram uma invasão genderless sem precedentes em desfiles de temporadas recentes. A M.A.C., gigante de maquiagem do Canadá, por exemplo, convidou os irmãos Peter e Harry Brant, dois jovens descolados da alta sociedade nova-iorquina para criarem uma coleção para mulheres e homens vaidosos compartilharem. São corretivos (afinal, olheira ou marca de acne não escolhe sexo, cor ou idade), preenchedor de sobrancelhas e iluminador.
Outra marca bastante presente em semanas de moda, e agora mais do que nunca influenciada pela onda do gender neutral, a Redken lançou o leave-in OneUnited e fez questão de colocar os dois sexos nas peças publicitárias, enfatizando que, hoje em dia, disputar espaço no banheiro é démodé.
ANOS 90
Não é de hoje, no entanto, que a moda e a beleza acompanham a discussão social sobre gênero. Quem viveu os anos 90 provavelmente lembra bem do CK One, perfume da Calvin Klein que atendia a meninos e meninas, e que foi um sucesso estrondoso de venda. Definitivamente, o maior exemplo de genderless beauty das últimas décadas.