
Cascavel e Paraná - Era o ano de 1753 – A Academia de Dijon, para prêmio do ano seguinte, decidiu propor a questão: “Qual a origem da desigualdade entre os homens e, será ela permitida pela lei natural?” Rousseau decidiu participar outra vez – como era seu costume – e, para se concentrar melhor resolveu fixar-se numa floresta, bem afastada de Paris e dos demais, para evitar outras influências em seus pensamentos. O tema era sério, importante, afinal, filósofos à época haviam destruído a ideia tradicional de uma criação do estado social por Deus e difundiram as ideias de uma evolução natural do homem e das sociedades.
A essência disso aponta: “O método consiste em reconstruir racionalmente a história humana em lugar de basear-se exclusivamente nos dados da geografia, da erudição e da teologia. Por aí se pode fazer um julgamento dessa história, justificando-a ou condenando-a”.
Nesse conteúdo da época aí exposto, hoje amplamente acessível a qualquer um de nós pela literatura, observamos que “as inteligências – quando inteligências” – prezavam com o máximo de correção – (se davam certo ou não é outra história) – o importante era a seriedade de tratamento na condução das coisas públicas e influenciáveis que se envolviam em povos – sociedades – raças – núcleos, e tudo o mais.
HOJE O QUE TEMOS: Irrefutavelmente, temos a imperiosa necessidade de “reconstruir a Constituição” que se transformou numa espécie de “catecismo” desprezado e atirado em prateleira de algum “sebo” (livros antigos) – Mas uma reconstrução levada a sério e por gente ajustada intelectual – ética – educada e culturalmente, ou seja, pensadores isolados desses que se conhece hoje na área. Precisamos de “notáveis”, sem ideologias e que tenham por ambição colocar a Nação nos trilhos da moral, dos escrúpulos e dos bons costumes, ou seja, precisamos hoje, principalmente, recuperar o que a República perdeu reconquistando o espeito que havia para com a sociedade, como o clima que recomendava aos intelectuais antigos a até se “isolarem em florestas” (como fez Rousseau) no sentido de não terem seus pensamentos prejudicados por influências nocivas, como hoje se constata na maioria dos seguimentos.
GRIFE
A falta de punição adequada é que estimula a ação dos ladrões de dinheiro público.
FOLHETINS
Dois urubus, no alto de um edifício, na churrasqueira. Telefonaram para o IAT e disseram que não podem fazer nada. Pra que serve esse órgão? Um dos urubus caiu e está todo machucado. Todo. Caiu sobre uma cerca elétrica. Como por telefone não adiantou a denúncia, vejamos se via jornal “produz efeito útil contra um clima inútil.”
MESA DE BAR
Como o IAT não resolve o caso dos urubus, registramos um conselho ao órgão: Transfiram os bichinhos para o escritório onde “os senhores dizem que operam” e ALI cuidem “dos bichinhos” com veterinário – água, comida e, por que não…? / – uns carinhos diários!
– Garçom… Mais uma gelada, por favor!