
Paraná - A Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) do Paraná anunciou a construção de nove novos hospitais para o Estado, sendo que quatro deles ficam na Região Oeste – Cascavel, Foz do Iguaçu, Guaíra e Assis Chateubriand. O investimento total nas estruturas deve ultrapassar a casa dos R$ 750 milhões, já que a ideia é modernizar a infraestrutura pública e ampliar o número de leitos. Todo o processo deve levar pelo menos dois anos para ser concluído e a entrega dos hospitais está prevista para 2028.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, a Região Oeste é uma das regiões mais atendidas nesses novos projetos e ainda tem alguns outros para sair do papel que já estão sendo planejados. Para Cascavel ele explicou que a cidade já tinha um projeto e que está fazendo atualização que é o Hospital do Trabalhador, além de um novo hospital pra Foz do Iguaçu, para atender essa forte demanda da fronteira, assim como no município de Guaíra e Assis Chateubriand.
Também estão sendo conveniados o hospital de Matinhos, Nova Esperança, Bituruna e Paiçandu. “Temos também a inauguração do Hospital São Mateus do Sul, resultado de um trabalho de planejamento estratégico desde o início da gestão que fizemos poupando recursos”, disse. Beto Preto falou ainda que quando é planejado o prédio é separado o recurso para o enxoval e para os equipamentos, sempre com convênio com as prefeituras para dar mais velocidade na obra.
Perfis
Conforme o secretário cada hospital tem um perfil diferente, mas que em Cascavel são necessários mais atendimentos para a área de trauma, maternidade, cirurgia eletiva e leito clínico no geral, sendo necessários pelo menos mais 100 leitos para atender a atual demanda da cidade. “Quero lembrar ainda que antes da pandemia o Hospital Universitário do Oeste do Paraná tinha 19 leitos de UTI e hoje são 70 leitos funcionando, um grande hospital e nós vamos continuar o nosso trabalho atendendo toda a região”, reforçou.
Ainda sobre o HUOP o secretário comentou que não existe a previsão de reativar a Ala de Queimados na cidade, que é uma cobrança da comunidade porque no local está funcionando o CCP (Centro de Cirurgias Programadas) e existe um entendimento próprio do hospital que a demanda de eletivas é mais importante e que está em andamento uma nova licitação para outro contrato, mas que todos os leitos de UTI tipo 2 do Paraná estão preparados para abordar pacientes queimados em todas as circunstâncias, mas que tem dois grandes centros de atendimento em Londrina e Curitiba.
Novos hospitais
A construção dos nove novos hospitais deve aumentar em pelo menos mil leitos no Estado, sendo que cerca de 400 só na Região Oeste. Os recursos para a construção dos novos hospitais são do Fundo Estadual de Saúde oriundos do Governo do Estado do Paraná. “A população tem que se sentir proprietária desses hospitais, lutar para que eles consigam funcionar bem, como estiver pronto, nenhum deles vai ficar pronto amanhã, é um processo ainda de licitação, de construção da obra, equipamentos, um investimento de mais de 750 milhões nesses 9 hospitais”, descreveu.
Para o secretário a construção é o primeiro passo, o segundo passo é fazer com que as equipes estejam à disposição para atender quem precisa. “Depois de licitado as empresas terão 18 meses para edificar cada um deles, melhorando a saúde da nossa Região Oeste, com trabalho humanizado”, relatou. Outro projeto é para Toledo que em breve vai receber um Ambulatório de Especialidades Tipo 3, com R$ 10 milhões de investimentos junto com a Prefeitura de Toledo, que será utilizado pelos alunos da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
No Estado
O projeto faz parte de uma reestruturação na rede de saúde pública com o anúncio da construção de sete novos hospitais em diversas regiões do Estado, complementando os lançamentos já realizados em janeiro em Matinhos e Guaíra. “Estamos materializando o maior plano de reestruturação da saúde que o Paraná já viu. A era do ‘turismo de ambulância’, em que um pai ou uma mãe precisava se deslocar por centenas de quilômetros em busca de um leito de UTI para seu filho, está chegando ao fim. A política de regionalização, pilar entre as prioridades do Estado, é a resposta a essa dívida histórica com o Interior do Paraná”, afirmou Beto Preto. Esse plano está em execução há alguns anos. No ano passado, o Paraná já ganhou duas novas unidades – Pinhais e Rio Branco do Sul – e outras cidades estão com unidades em obras mais avançadas, como Colombo, São José dos Pinhais, Cianorte, São Mateus do Sul e Loanda. Também já foi anunciado o apoio para a construção do HCzinho, a unidade infantil do Hospital das Clínicas de Curitiba.