Foz do Iguaçu – O diretor do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, Sérgio Fabriz, e a equipe de gestão da unidade de saúde se reuniram por aproximadamente três horas com os vereadores nessa quarta-feira, 22 de agosto. Dentre os assuntos discutidos estavam a busca por soluções para as questões fundamentais para o hospital, como o financiamento para manutenção da unidade, a ampliação dos serviços e a transformação em Hospital de Ensino.

Segundo Sérgio Fabriz, na questão do Hospital de Ensino já foram cumpridos os requisitos necessários, mas ainda está suspensa no Ministério da Saúde, o qual teria alegado mudança na portaria ministerial. “Iniciamos segunda-feira desta semana o internato médico de M edicina da Unila, esse seria o último estágio para cumprimento da portaria para sermos hospital de ensino, o que nos faria avançar na qualidade assistencial”.

Ainda de acordo com Fabriz, a mudança para hospital de ensino aumentará em 80% o aporte financeiro do SUS para a unidade (aproximadamente R$ 900 mil a mais por mês).

Os vereadores Celino Fertrin, Rosane Bonho, Inês Weizemann, Rogerio Quadros e Marcio Rosa apresentaram sugestões para o custeio do hospital e aquisição de equipamentos.

Fertrin propôs que a equipe do HM relacionasse o que é prioridade e os orçamentos de cada item para que os vereadores analisem a questão e encaminhem sugestão de solução. A vereadora Rosane sugeriu destinação de emendas parlamentares para o HM e a vereadora Inês falou da gestão da unidade e de dificuldades como a demanda de cirurgias eletivas atrasadad desde 2009 e, mesmo que se avance, isso é ainda um grande desafio a ser superado aos poucos.

Visita

O presidente da Câmara, Rogério Quadros, anunciou que reunirá os vereadores para uma visita ao hospital com o propósito de intensificar as discussão e melhor entendimento das necessidades apontadas.

Outra iniciativa é buscar no governo do Estado uma decisão administrativa para manter e ampliar o convênio do repasse de R$ 2,5 milhões mensais. A preocupação é que não haja descontinuidade do apoio financeiro com o processo de transição de governo que ocorrerá em janeiro.

Durante a reunião, Sérgio Fabriz pontuou conquistas como o concurso para reforço e adequação do quadro de pessoal, ampliação de três para cinco salas cirúrgicas, aumento significativo do número de cirurgias eletivas e também o fato de o Hospital ser o primeiro do Paraná em taxa de reversão de doação de órgãos.

Orçamento

Ao falar sobre o orçamento do HM, Sérgio Fabriz fez um comparativo com hospitais públicos de outros municípios. Segundo ele, o Hospital Universitário de Cascavel tem 237 leitos e cerca de R$ 187 milhões de financiamento anual; Maringá tem 123 leitos e R$ 142 milhões de orçamento; em Londrina são 310 leitos e R$ 328 milhões; enquanto Foz do Iguaçu possui orçamento de R$ 86 milhões ao ano para 182 leitos no Hospital Municipal.

Na atual conjuntura, o Hospital Municipal de Foz recebe R$ 2,5 milhões de repasse do governo estadual para custeio, valor que precisa ser repactuado, uma vez que o convênio se encerra no fim de 2018. Além disso, Fabriz tocou na questão da PEC 241, que congelou os gastos em educação e saúde por 20 anos, o que gera dificuldades de captação de recursos.

Reforma

A necessidade de reforma e melhorias em alguns pontos da estrutura física do Hospital Municipal de Foz foi apontada durante a reunião, mas, segundo o gestor da unidade, Sérgio Fabriz, há dificuldades de orçamento quanto a isso. “Estávamos sem computadores. A Unioeste nos emprestou 20 máquinas, por exemplo”.