Todos devem pagar o preço

Por Carla Hachmann

Quando a Amop, entidade municipalista que representa as prefeituras do oeste do Paraná, disse que “o preço deve ser pago por todos”, referindo-se à reforma de Estado que está sendo proposta pelo Governo Bolsonaro, não podia estar mais certa.

As barbariedades vistas e reveladas a cada dia muitas vezes dão a impressão de que “a coisa não tem jeito”. Já perceberam que os benefícios estapafúrdios concedidos às “autoridades” nunca são igual aos pagos pelo BPC (Benefício de Prestação Continuada)? E olha que quase reduziram o valor de um salário mínimo por mês…

Pensão de filhas solteiras, pensão vitalícia a ex-governador e seus herdeiros, planos de saúde ilimitados a parlamentares, ressarcimento de verbas, auxílio-moradia e tantos penduricalhos a salários que nem sempre alardeados vão pesando a conta em bilhões todos os meses. Isso sem falar na tal da corrupção…

Em um momento em que se “revisa o Estado”, com reformas administrativa e tributária, novo pacto federativo, revisão de medidas burocráticas, seria mais do que coerente também reavaliar as “bondades” que rondam os três poderes.

O Executivo, via de regra, vive enforcado com a folha de pagamento estourando no limite prudencial, com despesas elevadas pelos cargos de indicados políticos, cabos eleitorais, “acordos” de campanha, e por aí afora.

O Legislativo não é diferente. Gabinetes lotados, com direitos a cargos adicionais por comissões, composição da mesa e outras regras criadas com esse fim: acomodar os indicados.

No Judiciário, embora algumas estruturas tenham déficit gritante, como as defensorias públicas, alguns exageros chegam a ser ofensivos. Recentemente veio a público licitação do STF para a compra de lagosta, vinho, espumante e uma série de outras iguarias para alimentar os ministros.

Sem dúvida, todos poderiam cortar e sem doer, em prol do país que os brasileiros merecem.

 

 

 



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