Tempos sombrios

Por Carla Hachmann

São sombrios os sinais dos danos provocados pela guerra comercial entre China e Estados Unidos. Ruim para eles, ruim para todos.

A economia da Alemanha encolheu 0,1% de abril a junho e não avançou no ano passado, e continuará a encolher, entrando em recessão.

Na China, a produção das fábricas em julho caiu ao seu ritmo mais lento em 17 anos, reflexo da guerra travada entre Pequim e Estados Unidos e dos problemas de endividamento do país.

São os três gigantes mundiais: a China é a maior exportadora de produtos e serviços do mundo, logo à frente dos Estados Unidos, e a Alemanha vem em terceiro lugar. Se eles perdem, nós também perdemos. Prova disso foram as bolsas do mundo todo que despencaram. No Brasil, o Banco Central vendeu dólar à vista, coisa que não fazia há dez anos.

Tensão mundial. E o pior é de que nada indica que a nuvem negra seja apenas uma chuva de verão. Parece mais uma tormenta que vem para sacudir a economia global.

Se enfrentar a crise sozinhos já é difícil, pior ainda quando temos companhia. O Brasil já deveria estar em um ritmo ascendente para tentar minimizar os impactos dessa turbulência. Mas nossa curva continua inclinada negativamente e caminhamos novamente para uma recessão técnica.

Claro que temos nos beneficiado com aumento nas exportações devido à guerra entre os gigantes, mas outros setores serão impactados negativamente e, no saldo final, o resultado deve ser negativo.

E tem ainda a Argentina, cujos próximos capítulos terão forte impacto na nossa vida. Além do outro vizinho Paraguai, cuja cabeça do presidente já foi pedida. Será cada um por si e todos contra todos.

 



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