POLÍTICA

Temer: votação da reforma será dia 18 ou 19

09 de dezembro de 2017 às 10:27
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São Paulo – O presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse ontem, em São Paulo, que a votação da reforma da Previdência está marcada para os dias 18 ou 19 de dezembro na Câmara dos Deputados e que o governo espera votar o tema no Senado em fevereiro. "Há convicção de que precisamos fazer agora [a votação] na Câmara dos Deputados para, na sequência, realizá-la no Senado em fevereiro".

Pela manhã, o presidente participou de um evento da indústria química na zona sul de São Paulo e defendeu o diálogo com o Congresso. À tarde, esteve em um encontro do setor elétrico e eletrônico e voltou a fazer "pregação em favor da reforma".

"Foi uma boa oportunidade também de fazer uma pregação em favor da Previdência mostrando que ela não prejudica ninguém, nem mesmo aqueles que hoje detêm melhores salários no serviço público, mas que, entretanto, terão que fazer uma previdência complementar."

Ele pediu ainda apoio aos empresários para convocar deputados ligados ao setor para votarem a favor da reforma. Solicitou ainda aos empresários que façam uma "força-tarefa" e liguem para os deputados pedindo votos. "É preciso que os senhores saiam a campo: conhece um deputado, liga para ele", defendeu, e disse: "Faz uma força-tarefa".

Temer ressaltou que a reforma interessa especialmente ao setor empresarial. "Com toda franqueza, vejo os amigos empresários, a quem realmente interessa a reforma da Previdência, nos dizendo 'nós somos a favor'. Mas mais do que a favor, eu gostaria de pedir a vocês: saiam em uma frente de trabalho. Porque nós temos nesta semana, marcado agora para [dia] 18 ou 19 a votação. Os senhores todos que tiverem contato com os colegas, amigos deputados, senadores, que tanto ajudaram o governo, podem convencer desses argumentos. Mas é preciso mostrar que vocês continuam nos dando o apoio, mas nós apoiamos a Previdência", salientou.

O presidente disse ainda que a reforma "fará o Brasil caminhar" e que ser contra a modificação na legislação é ser "a favor da manutenção dos privilégios".

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