Cascavel – A Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel anunciou sexta-feira (10) que está antecipando de cinco meses para quatro meses e meio a dose de reforço contra a Covid-19. Em entrevista ao O Paraná na sexta-feira, o secretário de Saúde de Cascavel, Miroslau Bailak, já havia adiantando que a secretaria estava estudando ações para que nenhuma dose de vacina se perca por conta da validade, já que cerca de cinco mil doses da Pfizer vencem nos próximos dias.

Como tentativa de chamar a atenção da população, além da vacinação das unidades de saúde, a imunização ocorre neste sábado, no ônibus do Comboio da Saúde, que está em frente à Catedral Nossa Senhora Aparecida. Além disso, as unidades de saúde do Aclimação, Cancelli, Claudete, Neva, Parque São Paulo, Santa Cruz, Santa Felicidade, Cascavel velho, São Cristóvão, Floresta, Pacaembu e Brasmadeira, estão abertas no sábado das 8h às 16h.

A vacinação terá sequência com primeira dose para o público geral a partir de 12 anos e ainda aplicação da segunda e terceira doses. Para a dose de reforço, o público alvo é o que tomou a segunda dose vacina até o dia 27 de julho.

Na sexta-feira (10), depois de duas semanas sem nenhum registro de óbito por Covid-19, Cascavel confirmou a morte de uma idosa de 84 anos, com comorbidades.

 

2ª DOSE ATRASADA

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou na sexta-feira (10) um levantamento que apontou que 1.184.889 paranaenses estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada. Desses, 1.006.617 não tomaram a segundo dose da Pfizer/Biontech ou Oxford/AstraZeneca, cujo intervalo de aplicação variou de quatro a seis meses ao longo do ano. Outros 178.272 não tomaram o reforço da CoronaVac/Butantan, cujo prazo é menor, de apenas três semanas.

O estudo levou em consideração os chamados faltosos, pessoas que apareceram para tomar a primeira dose e por algum motivo não especificado não tomaram a segunda. O balanço, que utiliza dados do dia 8 de dezembro, também considera possível atraso das informações repassadas pelos 399 municípios paranaense ao Ministério da Saúde, que regula o sistema de informações. Os dados ainda são preliminares, mas merece atenção.

Segundo o Ministério da Saúde e as farmacêuticas que fabricam as três vacinas, a proteção mais alta contra as formas mais graves da doença acontece duas semanas após a aplicação da segunda dose. Atualmente, já foi aprovada a terceira dose em toda a população adulta depois de cinco meses da segunda aplicação, com orientação para que a adicional seja de fabricante diverso das primeiras.

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, que esteve sexta-feira em Cascavel, alertou que já foi feito pedido para os municípios realizarem busca ativa nas suas populações. “Temos vacinas para atender todo esse público e precisamos vacinar com a segunda dose, o que garante proteção completa. Temos que resolver essa situação em paralelo com a chegada das terceiras doses para a população. O Paraná tem uma tradição de vacinação e temos que ir atrás dessas pessoas. É um esforço pela defesa da sociedade”, afirmou.

 

VACINÔMETRO

Quase 11 meses após o início da campanha, segundo o Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 17.779.208 doses. É o quinto estado que mais aplicou primeiras doses, com 8.956.828 imunizantes administrados, e o sexto que mais completou o esquema vacinal em toda a população, com 7.536.231 segundas doses e 21.422 doses únicas. Atualmente, 67% da população está com as duas doses, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

 

Foto: Secom

Regras sanitárias “adiadas”

O governo federal vai adiar em uma semana a entrada em vigor das regras sanitárias para viajantes ingressarem no país. O motivo foi o ataque cibernético a sites, aplicativos e sistemas do Ministério da Saúde, na madrugada de sexta-feira (10). As novas regras sanitárias entrariam em vigor neste sábado (11).

Segundo o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, o objetivo é evitar que brasileiros que já estejam em viagem no exterior sejam prejudicados por não conseguiram baixar documentos que comprovem a vacinação contra Covid-19.

Para entrar no Brasil, viajantes terão que apresentar comprovante de vacinação completa contra a covid-19, sendo que a aplicação da última dose ou da dose única deve ter acontecido pelo menos 14 dias antes do embarque. Também será exigido teste RT-PCR negativo realizado até 72 horas antes ou teste negativo de antígeno realizado 24 horas antes.