POLÍTICA

Saudável e com o pé no freio

01 de março de 2018 às 11:48
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Contas em dia, fornecedores pagos, salários compensados. Esse foi o cenário apresentado na Câmara de Vereadores de Cascavel na tarde de ontem. A prestação de contas apontou um crescimento superior a 12% na arrecadação quadrimestral em relação ao mesmo período do ano passado. Em 120 dias o tesouro municipal registrou a entrada de R$ 248.191.584,76.

O Secretário de Finanças, Renato Segalla, apresentou aos vereadores e populares presentes que a economia da cidade se desenvolve de forma saudável, mas que a perspectiva maior de investimento é vislumbrada para 2019. “Estamos em uma condição muito interessante e alguns esforços adicionais serão feitos para aumentar a arrecadação, mas sem onerar o nosso contribuinte. Nossa estratégia também inclui a pratica de fazer mais com menos”, confirma.

Segalla afirmou que no caixa do município podem ser observados dois valores importantes, sendo que R$ 58.846.691,10 derivados de receita própria e R$ 114.458.887.82 de recursos vinculados, porém, já existe uma sinalização para a destinação de grande parte dos recursos, não podendo o valor ser tratado como excedente.

Prioridades

Renato Segalla informou que a Secretaria de Educação recebeu de investimento na ordem de 26,68%, índice menor apenas que da Secretária de Saúde que contou com R$ 32,64% do valor arrecadado. “Essas sãos áreas prioritárias e que foram atendidas com muito esforço, exatamente pelo prefeito Leonaldo Paranhos acreditar que são as vertentes que precisam ter suporte e fôlego para crescer”, declarou.

Servidores em alerta

Durante a prestação de contas do quadrimestre na Câmara de Vereadores, um dado chamou atenção. O limite prudencial do município está na marca de 48,37%, número muito próximo dos 51,3% que alerta o Tribunal de Contas. Quando atinge o valor máximo o município precisa resolver o problema de forma constitucional, com corte de servidores.

O vereador Pedro Sampaio (PP), chamou atenção para a situação dos servidores que terão seus vencimentos corrigidos e que podem não conseguir avançar em um cenário econômico tão apertado. “Temo que os servidores não sejam contemplados com seus direitos por causa desta situação e a nossa atenção deve se voltar a essa preocupação”, questiona.

A recente reforma administrativa e a inclusão de cargos de diretores em algumas secretarias também foram citadas pelo vereador que pediu cautela com a nomeação de cargos comissionados. “Creio que os servidores de carreira vão precisar do nossa fiscalização e força”, declarou.

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