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POLÍTICA

Não às carroças

08 de dezembro de 2017 às 13:42
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O projeto está em tramitação na Câmara de Vereadores de Cascavel e gerou polêmica em um grupo político no WhatsApp. Trata-se da proposta que proíbe o uso de tração animal para catadores de recicláveis.

Muitos criticaram o projeto e disseram se tratar de uma ideia de “jerico” porque os catadores de recicláveis ajudam o meio ambiente e não teriam como trabalhar a partir da proibição.

Muitos catadores não usam tração animal. Aliás, um levantamento da Secretaria de Meio Ambiente mostra que apenas 20 catadores de recicláveis fazem uso de cavalos. A maioria escolhe puxar seus próprios carrinhos sem a exploração animal.

A grande preocupação é com relação às condições em que esses animais são mantidos. Muitos permanecem horas no sol, sem água, sem comida e, magros, carregam nas costas muito mais peso do que são capazes. A maioria é explorada até à morte. De acordo com o autor do projeto, Gugu Bueno, o que está gerando uma confusão é que muitos acreditam que a proposta tira o trabalho desses catadores. E não é essa a intenção. “Não estamos proibindo as carroças, o trabalho em si. E sim o uso de cavalos. Muitas vezes você vê quatro pessoas em cima de um único cavalo. Nossa ideia é acabar com os maus-tratos”, esclarece.

Parceria

A ideia inicial da proposta é fazer uma parceria com a Itaipu para fornecimento de carrinhos elétricos para esses trabalhadores. Inclusive, o presidente da casa já esteve em Curitiba para conversar a respeito. Porém, alternativas poderão ser encontradas. “Não vamos acabar com isso de uma hora para outra. Vamos dar um prazo para o município encontrar uma forma de fazer isso como, por exemplo, inserindo esses catadores para trabalhar nas cooperativas. Também estamos preocupados com a questão social”, lembra. Nas redes sociais, Gugu ressaltou as críticas, explicou o projeto e compartilhou fotos que mostram animais em completa exaustão pelo trabalho excessivo.

Andamento

O projeto está em andamento nas comissões e a expectativa é de que entre para votação ainda neste ano. Isso é, se der tempo, porque as sessões ordinárias vão até o dia 18. Além da preocupação com a proteção animal, o perigo no trânsito é outro ponto a ser discutido, já que, com o tráfego de carroças, há risco de acidentes, sem contar que o trânsito não flui em vias usadas por carroceiros.

A expectativa é grande, principalmente por parte dos protetores e simpatizantes da causa. Em Cascavel não há medidas de proteção para animais de grande porte. A ONG Jorge Cavalaria é a única que dá assistência, mas encontra dificuldades por não ter colaboração do poder público.

Resgates

São diversos resgates já feitos em Cascavel e o mais recente retirou cavalos explorados desde 2012 por uma catadora de recicláveis em Cascavel. Animais feridos e em situação caótica, que apanhavam dos donos, foram retirados do local no Bairro Pioneiros Catarinenses após a confecção de um boletim de ocorrência, no fim de novembro.

A busca aos animais se cumpriu com o apoio dos vereadores Serginho Ribeiro e Policial Madril em parceria com a Polícia Militar. Além da participação da ONG Cachorros Cascavel.

Além dos cavalos, resgatados em situação de maus tratos, diversos animais permaneciam na mesma calamidade. Gatos em gaiolas; cães extremamente feridos e magros; e até cabras e porcos. Tudo misturado.

“Desde 2012 essa senhora é denunciada por maus tratos, por espancar os cavalos. Os animais foram retirados, mas nós também ajudamos essa senhora. Levamos dinheiro, 50 quilos de ração para os animais, e cestas básicas. E o Provopar se ofereceu para fazer o cadastro dela para ajudá-la. Também levamos animais para atendimento clínico para ajudá-la”, conta Lilian Tavares, uma das voluntárias da ONG Cachorros Cascavel que participou do resgate.

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