Brasília – O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, afirmou que a pasta pretende usar a primeira vacina que se mostrar eficiente e segura contra o novo coronavírus. Segundo ele, o fato de o governo federal ter fechado parceria com a imunização de Oxford não exclui as outras opções.

“A preferência de adoção é a que chegar primeiro com eficácia e efetividade comprovada. Se tem 3, 4, 5, 15 opções de vacina, e essas 15 ajudarem o nosso povo, o governo vai atrás das 15. Não há problema nenhum no fato de ter um acordo com um determinado parceiro que nós fechemos acordo com outros. Não há impedimento nesse aspecto”, garantiu.

Nesse caso, o secretário afirmou ainda que será levado em consideração se o laboratório que produz a vacina terá capacidade para fornecer o número necessário para o Brasil e se haverá a possibilidade de transferência de tecnologia, a exemplo do que foi acordado com a AstraZeneca, que produz a vacina de Oxford.

“Nada impede que continue o processo de transferência tecnológica [com Oxford] e que o governo possa buscar outra vacina em paralelo. O que é importante é salvar o maior número de vidas o quanto antes”, reforçou.

Ele assegurou ainda que, uma vez adquirida uma vacina eficaz, toda a população terá acesso, sem exclusão de determinados estados.

Os critérios serão definidos considerando ainda o volume de aquisição. Grupos de risco, por exemplo, podem ter prioridade. Questionado como ficará a vacinação, com estados investindo em vacinas diferentes da de Oxford, Neto destacou que a pasta pretende distribuir para todo o território nacional, sem distinção de áreas geográficas.

Covid já matou 104 mil brasileiros

O Ministério da Saúde registrou mais 1.175 mortes e 55.155 novos casos do novo coronavírus em 24 horas. Com isso, sobem para 104.201 o total de brasileiros que morreram em decorrência da covid-19. No País, 3.164.785 pessoas já foram infectadas, das quais mais de 2,3 milhões são consideradas recuperadas.

No mundo, são 20,423 milhões de casos confirmados e 744.649 mortes. Os Estados Unidos seguem à frente, com 5,171 milhões de infectados e 164.952 óbitos.

Com a estabilidade do Brasil, que registra há 12 semanas a média diária de mil mortes, a Índia caminha a passos largos para ultrapassar e assumir o segundo lugar, em números absolutos. Até ontem, o país já tinha 2,3 milhões de casos, com 46 mil mortes.