O vereador Misael Júnior (PSC) é alvo de uma denúncia de suposta infração ético-disciplinar devido ao parentesco com proprietários de uma empresa que possui contratos com a Prefeitura de Cascavel. O caso já chegou à Mesa Diretora, que encaminhou os documentos protocolados pela denunciante Paola Monique Inácio da Silva Santos à Procuradoria Jurídica da Casa para apreciar a admissibilidade.

A denunciante pede a perda do mandato do parlamentar. Segundo ela, Misael seria sócio oculto, herdeiro, diretor e/ou proprietário da empresa que participa e já participou de licitação da Prefeitura de Cascavel. A empresa é a Distrivel Distribuidora de Alimentos Ltda, que mantém contratos com a Secretaria de Educação e com a Secretaria de Saúde para fornecimento de produtos de limpeza e alimentos para as escolas.

No quadro societário estão o pai do vereador, Misael Pereira de Almeida, e o irmão Marcus Fellype Pereira de Almeida.

A acusação é considerada “descabida” por Misael: “É um absurdo jurídico e político. A legislação não diz que é ilegal a empresa participar de licitação mesmo que exista um político na família”, argumenta o vereador, que diz ter sido vítima de extorsão. “Em 15 de julho recebi um rapaz em meu gabinete pedindo dinheiro para não fazer a denúncia. Nunca estive no quadro societário da empresa da minha família, que existe muito antes de eu me tornar vereador. Meu pai tem um mercado, que fica no Bairro Cataratas”.

A denunciante aponta inclusive uma ligação entre o prefeito Leonaldo Paranhos e o vereador, sugerindo facilitações nos certames. Como provas, ela usa fotografias nas quais Misael está na empresa da família. “Todo esse material está em meu Facebook, não há qualquer irregularidade”, assegura Misael.

Reportagem: Josimar Bagatoli