DEM fechado com PSD

As costuras políticas do governador Ratinho Junior (PSD) para a reeleição em 2022 seguem rendendo bons frutos. Após fechar acordo com o Cidadania, de Rubens Bueno, e o Progressistas de Ricardo Barros, Ratinho selou aliança agora com o Democratas, do prefeito de Curitiba, Rafael Greca. A sigla sinalizou o desejo de fazer parte da aliança para a reeleição de Ratinho em 2022. Durante a reunião, Greca aproveitou para se insinuar à vaga de vice de Ratinho, no lugar de Darci Piana.

 

André de volta

Após uma “folga” de quase três anos, o ex-deputado estadual André Bueno (sem partido) volta à vida pública, de olho nas eleições do ano que vem. Ele aceitou convite que teria partido do próprio governador Ratinho Junior (PSD) e foi nomeado na Diretoria de Obras da Cohapar, comandada por Jorge Lange (PSD), também cascavelense. André é filho do ex-prefeito de Cascavel.

 

Baixa ou acaba 2

O ex-governador e ex-senador Roberto Requião (MDB) sugere que o governo do Paraná encampe o pedágio, transformando-o em atividade pública, cobrando apenas uma tarifa de manutenção. Bob Req argumenta que a encampação possibilitaria a cobrança de tarifas de manutenção e, consequentemente, a retomada do desenvolvimento, do crescimento e da geração de empregos no interior do Paraná. Não custa lembrar que Requião se elegeu governador com o lema “baixa ou acaba” o pedágio, e nenhuma das duas coisas aconteceu.

 

Terceira via

Presidentes de PSDB, DEM, PV, Cidadania e Podemos se reuniram ontem para discutir uma candidatura de centro para a eleição presidencial de 2022, a chamada terceira via. Também participaram do almoço, na casa do advogado Daniel Ayres, em Brasília, representantes do MDB e do SD. Após o encontro, os dirigentes indicaram que houve consenso: as legendas não vão apoiar nem o presidente Jair Bolsonaro nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Estratégia

Esse “consenso” foi anunciado, em entrevista à imprensa ao fim do evento, pelos presidentes do PSDB, Bruno Araújo, e do Cidadania, Roberto Freire. “O número de brasileiros que se posicionam hoje para uma nova alternativa é maior que o apoio a Lula ou Bolsonaro. Mas é uma maioria silenciosa, que não faz motociata nem manifestação. É para esses brasileiros que queremos falar”, disse Araújo.

 

HC na manga

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel usou o depoimento da CPI da Covid ontem como palco para se defender das acusações que o levaram ao impeachment e para atacar o presidente Jair Bolsonaro, a quem responsabilizou pelas mortes na pandemia. Alegou ser vítima de “perseguição política”, criticou a atuação do governo federal na pandemia e deixou a CPI quando começaram as perguntas sobre a suposta compra de respiradores superfaturados. Ele tinha um habeas corpus na manga que lhe permitia não responder às perguntas. Sacou e se mandou!

 

ADI contra licença

A OAB anunciou que ingressará com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei, já sancionada, que cria o Estatuto dos Servidores do Ministério Público do Paraná e restabelece a licença-prêmio à categoria. “É de se lamentar a aprovação dessa lei. São mais de 14 tipos de licenças. Auxílio pré-escola, auxílio para estudos, aumento de 5% ao ano, nos últimos cinco anos da carreira, o que impacta na aposentadoria, possibilidade de jornada semanal de 30 horas e licença-prêmio. São verdadeiros privilégios a uma classe do serviço público, que serão pagos com o dinheiro dos tributos”, afirma o presidente da OAB Paraná, Cássio Telles.

****Matéria atualizada às 9h12