Curitiba – Os presidentes das entidades integrantes do G7, grupo representante da sociedade civil organizada, encaminharam ofício ao governador do Paraná, Ratinho Júnior, posicionando-se contrários ao projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativas do Paraná que cria o Estatuto dos Servidores do Ministério Público do Estado do Paraná. O PL restabelece a licença-prêmio, que consiste na criação de mais 14 tipos de benefícios àquela categoria de servidores. “O atual momento, não nos permite conceder benefícios aos servidores públicos que não possam ser oferecidos à população em geral”, diz o texto, ao acrescentar que o argumento de que tais medidas não representam novos custos ao erário é equivocada, pois os benefícios serão contemplados pelo orçamento próprio da instituição.

As entidades alertam o governador que, caso seja sancionada a lei, os mesmos privilégios poderão ser reivindicados por todo o funcionalismo público estadual.

“Por que nós, empresários, profissionais e trabalhadores da iniciativa privada temos que bancar, com o nosso suor, os privilégios do poder público e essa troca de favores entre os poderes?”, questiona o presidente da Faciap, Fernando Moraes.

 

Quem assina

O documento encaminhado ao governador é assinado por Fernando Moraes, presidente da Faciap (Federação das Associações Comerciais e Industriais do Paraná); José Roberto Ricken, presidente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná); Carlos Valter Martins Pedro, presidente do Sistema Fiep (Federação da Indústria do Paraná); Ágide Meneguette, presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná); Ari Bittencourt, vice-presidente da Fecomércio (Federação do Comércio do Paraná); coronel Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar (Federação das Empresas Transporte de Cargas do Estado do Paraná); Camilo Turmina, presidente da ACP (Associação Comercial do Paraná).