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CORONAVÍRUS

Federação alerta para colapso financeiro dos hospitais do Paraná

07 de abril de 2021 às 08:17
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Curitiba – O presidente da Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná), Rangel da Silva, alertou ontem sobre o risco de colapso financeiro dos hospitais do Estado. “Estamos chegando ao limite”, desabafou durante a audiência da Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa.

Segundo ele, entre as causas estão crescimento do número de casos de covid-19, o aumento da demanda de atendimento, a escassez de insumos médicos e alta de preços, além da necessidade de políticas públicas voltadas para a isenção de tributos.

A audiência, realizada de modo remoto, reuniu representantes do setor e parlamentares para discutir e evitar o agravamento da situação. Rangel da Silva lembrou que, desde o início da pandemia, os hospitais particulares deixaram de fazer cirurgias eletivas e realizar outros tipos de atendimento para auxiliar o sistema de saúde em relação à covid-19. Com isso, segundo ele, as pessoas deixaram de procurar os hospitais.

Além disso, argumenta, as instituições de saúde já não têm mais como cumprir as metas exigidas pela legislação, deixando de receber recursos. “Tivemos durante a pandemia um aumento de custos próximos de 50%. Lembrando que os hospitais privados e filantrópicos representam a base do sistema do Estado, atendendo a cerca de 70% dos casos do SUS. Esses fatores, somados, podem resultar no colapso financeiro dos hospitais. Os hospitais não vão aguentar sem uma sensibilidade do poder público”, avisou.

O representante da Secretaria de Estado da Saúde, Nestor Werner Junior, afirmou que o órgão está atento a todos os movimentos da pandemia, inclusive às necessidades dos hospitais. Ele explicou que, desde o início da crise, o Paraná optou por trabalhar com a rede hospitalar constituída, sem a abertura de hospitais de campanha. “Com a abertura de quase 5 mil leitos, entre UTI e enfermaria, o Paraná criou o equivalente a 50 hospitais de campanha de 100 leitos. Nós financiamos praticamente a totalidade desse número, pois apostamos na parceria com os hospitais”, afirmou.

Werner explicou ainda que, entendendo a atual situação dos hospitais, a Sesa publicou nova resolução alterando a cobrança das metas qualitativas e quantitativas para os meses de abril e maio.

 

 

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