Cascavel – Os candidatos, e seus respectivos partidos, que foram eleitos para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador até o terceiro suplente devem apresentar a prestação de contas final da campanha até 15 de dezembro. A data foi pensada para que os documentos possam ser analisados a tempo da diplomação, que deve ocorrer até 18 de dezembro. Os não eleitos, e seus respectivos partidos, têm de 7 de janeiro até 8 de março para apresentar a prestação final.

A maioria dos candidatos – derrotados e vencedores – já atualizou seus gastos no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a reportagem do Jornal O Paraná acompanha a situação de todos os 170 postulantes às 54 prefeituras da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná).

Muitos candidatos gastaram menos do que arrecadaram, ficando com as sobras de campanha. De acordo com dados registrados até essa sexta-feira (20) no site do TSE, na região, essa sobra corresponde a R$ 4.598.243,58. Tratam-se de doações de pessoas físicas e do fundão. Tudo o que não foi usado, ou não tiver comprovação de uso, deve ser transferido ao órgão partidário, na circunscrição do pleito, depositadas na conta bancária do partido.

Além dos valores em dinheiro, as sobras de campanha também podem ser em forma de bens e materiais permanentes não usados.

No total, os 170 candidatos a prefeito arrecadaram R$ 14.115.422,73, dos quais R$ 7.437.450,78 são do fundo especial de campanha, e o restante de doação de pessoas físicas e até do próprio candidato. Estão informadas despesas pagas e contratadas no valor de R$ 9.517.179,15, o que gera a diferença dos R$ 4,5 milhões.

Onde foram

Individualmente, o candidato que mais recebeu dinheiro do Fundo Especial de Campanha foi Evandro Roman (Patriotas), que disputou a Prefeitura de Cascavel. Ele recebeu R$ 787.000.

O partido que mais investiu dinheiro do fundo eleitoral nos candidatos a prefeito na região oeste foi o PP, com R$ 1.634.200, e elegeu quatro prefeitos: Céu Azul, Iracema do Oeste, Medianeira e Terra Roxa. Desse total, R$ 927 mil foram para apenas dois candidatos, que acabaram não se elegendo: Inês de Paula (Cascavel), que recebeu R$ 617 mil, e Lucio de Marchi (Toledo), que recebeu R$ 310 mil.

O PL usou R$ 454.330 do fundo de campanha e ganhou nove prefeituras: Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Cafelândia, Formosa do Oeste, Maripá, Nova Aurora, Palotina, Três Barras do Paraná e Tupãssi.

Mas o melhor “custo/benefício” foi do PSD, que investiu do fundo eleitoral nos candidatos do oeste R$ 336.935,07 elegendo dez prefeitos: Brasilândia do Sul, Catanduvas, Entre Rios do Oeste, Foz do Iguaçu, Iguatu, Lindoeste, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, São José das Palmeiras e São Pedro do Iguaçu.

O bom desempenho do PSD no oeste também se repetiu no restante do Paraná. É o partido que mais recebeu votos para prefeito neste ano: 1.076.877. Também foi a legenda que mais conquistou prefeituras (128) e a que mais cresceu em relação às eleições de 2016, com evolução de 357%.

O partido do governador Carlos Massa Ratinho Junior encabeçou ou compôs a chapa de 245 prefeitos eleitos no Paraná, 61,4% do total de 399, vencendo em 73 das 100 maiores cidades e, dentro dessas, oito das dez maiores.

Clique aqui e confira a tabela da prestação de contas completa.

 

FUNDO ESPECIAL DE CAMPANHA    R$ 7.437.450,78

DESPESAS PAGAS E CONTRATADAS         R$ 9.517.179,15

DOAÇÕES RECEBIDAS/PESSOA FÍSICA     R$ 6.977.971,95

TOTAL ARRECADADO      R$ 14.115.422,73

SOBRA DE CAMPANHA     R$ 4.598.243,58

Custos por eleitores

A reportagem calculou quanto “custou” cada voto conquistado. Com base nas despesas já lançadas, os valores mais baixos foram do candidato petista Paulo Porto, que concorreu à Prefeitura de Cascavel, e suas despesas equivaleram a R$ 0,86 por voto recebido, e a de Estanislau Franus (MDB), que tentou novamente ser prefeito de Cafelândia, e sua campanha custou R$ 1,19 por voto que recebeu.

Já o voto mais caro também é de Cascavel. Inês de Paula gastou R$ 202,01 por voto que conquistou.

Em termos totais de despesas, as campanhas mais caras foi a do prefeito Leonaldo Paranhos, que se reelegeu em Cascavel, e declarou despesas de R$ 753.033,45, a de Paulo McDonald (Pode), de Foz do Iguaçu, com despesas de R$ 550.258,80, a de Inês de Paula (PP), de Cascavel, no total de R$ 518.782,93, e a de Lucio de Marchi (PP), que tentou a reeleição na Prefeitura de Toledo, e declarou ter gasto R$ 429.136,74.

Dentre os eleitos, depois de Paranhos, a segunda campanha mais cara é a de Beto Lunitti (MDB), que voltará à Prefeitura de Toledo, e declarou ter gasto R$ 380.353,40.

Já a mais modesta, dentre os eleitos, é a campanha de Silvio Santana (PSD), de Lindoeste, com R$ 4.436,12 de despesas pagas/contratadas. Ele arrecadou um total de R$ 40.985,07.