Na cena nacional, as mais de 600 mil mortes provocadas pela Covid-19 e todo impacto econômico, social e sanitário geral pela pandemia deixa diversos assuntos em segundo plano, sem a devida atenção, embora sejam tão cruciais ao futuro do Brasil quanto o combate ao coronavírus. Nesta semana, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que é importante as universidades manterem-se em sintonia com as necessidades da sociedade: “A universidade tem que responder às perguntas que a sociedade está fazendo, se não ela fica irrelevante. Uma delas é essa questão do emprego e da demanda da mão de obra”. Segundo ele, por isso, as universidades federais que estão sendo planejadas deverão abrir cursos ligados às suas realidades.

Também nesta semana, pesquisa inédita do Sesi (Serviço Social da Indústria) e do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), aponta que a grande maioria dos estudantes do ensino médio (91%) têm interesse em cursar ensino superior e (84%) têm interesse na educação profissional. A pesquisa mostrou ainda que estudantes do novo ensino médio avaliam o modelo como positivo, estão mais satisfeitos com a escola e otimistas com o futuro profissional.

O mesmo levantamento mostrou ainda que a preocupação dos estudantes com a necessidade de trabalhar e a falta de interesse ameaçam a continuidade dos estudos. Para boa parte dos entrevistados, o trabalho informal é realidade. Por outro lado, os estudantes do ensino médio tradicional, a insatisfação com a metodologia de ensino seria um motivo para sair da escola, problema que não foi reportado pelos estudantes do novo ensino médio.

Para chegar à universidade, é preciso vencer o ensino médio e nele encontrar qualidade e subsídio suficiente para adentrar as universidades – preferencialmente públicas.

As informações relacionadas anteriormente mostram um “pequeno leque” de temas que não tem sido debatido por conta do protagonismo da pandemia, em parte compreensível.

Porém, a retomada do crescimento econômico sustentável precisa ter suas bases bem alicerçadas em um “novo normal” de todos os setores da sociedade dos quais a educação é precisa ser encarado como principal. O ministro não está errado em sua avaliação e a preocupação e vontade dos estudantes é mais que pertinente. Sem dúvida, não é preciso defender a seriedade com a qual a educação deve ser encarada!