Estudo inédito da Transparência Internacional com base no setor privado traz uma boa notícia: o Brasil finalmente responde à Lava Jato e começa a adotar práticas mais limpas, o que pode refletir em ganhos de prestígio internacional. Contudo, lacunas ainda persistem.

São 48 indicadores que avaliam o quanto o País está apto a prevenir e a punir atos de corrupção no setor empresarial. Tal capacidade de prevenção e punição é analisada sob três óticas: a do setor público, do setor privado e da sociedade civil.

O estudo da Transparência Brasil identificou que o País tem avançado nessa tarefa, apesar do mau desempenho em quesitos como a proibição do suborno comercial e a regulamentação do lobby. Mas alerta: é preciso aperfeiçoar muito mais sua estrutura legal e institucional.

Os resultados animam, mesmo conferidos apenas quatro anos depois da instituição da Lava Jato.

Sua importância internacional é porque a corrupção no Brasil teve tentáculos fora daqui, os quais já foram punidos ou estão na Justiça.

Nas empresas, o destaque é para a proliferação de programas de compliance, só que ainda devem passar pelo teste da aplicação efetiva para resultar em um contexto de integridade no dia a dia corporativo. Para a sociedade civil, a recomendação é a melhoria da cobertura da integridade no setor empresarial por parte da imprensa tradicional e também pelos novos blogs e portais de notícia especializados.

Outra boa notícia constatada pelo estudo: o setor público melhorou sua capacidade de prevenir e combater a corrupção no ramo empresarial, além de melhorar os mecanismos de investigação. Mas ainda falta mais eficácia na aplicação das leis. Ou seja, evoluímos, mas precisamos evoluir muito mais.