POLÍTICA

E a reforma vem aí…

29 de dezembro de 2017 às 11:57
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A poucos dias de terminar o primeiro ano do mandato, o prefeito Leonaldo Paranhos está com os novos nomes da reforma administrativa no gatilho. Desde o início do ano o prefeito optou por não nomear cinco secretários. Isso porque já tinha a reforma administrativa como planejamento e era melhor não se comprometer com “partidos”, além, é claro, da economia pretendida.

Agora, com a reforma aprovada e prevendo mais eficiência da administração, o prefeito fez alguns convites extras e só está esperando a resposta dos partidos. “Fiz convite ao PMDB e ao PR para participar do governo, e ainda não tive resposta. Falaram sobre o Walter Parcianello. Mas o convite não é a ele, especificamente, e sim ao partido. Se for ele, tenho uma pessoa que já foi candidato, que teve um plano de governo e eu vejo na Secretaria de Cultura e Esportes”, diz Paranhos. O PR também foi convidado e o vereador Gugu Bueno e o deputado Fernando Giacobo estão analisando nomes. O partido pode indicar Romulo Quintino, que é do PSL. Na lista está também Rose Vacelai.

Ontem, o PMDB divulgou nota informando que Parcianello aceitou a função e integrará a equipe de Paranhos.

Mudanças

Alcineu Gruber, que é presidente do IPMC, está na chefia de gabinete. E os territórios cidadãos são administrados pelo presidente da Fundetec, Alcione Gomes. “Quero liberá-los, o Alcione, principalmente, para cuidar de forma integral da Fundetec. Quero colocar o Cocão [José Carlos da Costa], que já tem experiência com o cuidado com a comunidade”, afirma.

Economia

No início da administração, o prefeito encontrou diversas complicações. Primeiro, o contrato com o BID. São 54 milhões de dólares para cinco anos. Porém, nos primeiros três anos de contrato, geridos pela antiga administração, apenas 36% das obras foram feitas. O restante ficou para ser concluído até 2018. “Esse contrato tem um complicador que não tem carência. Toda obra que se faz tem contrapartida do Município. E quando o banco deposita não posso deixar em caixa. Se eu não gastar esse dinheiro, pago multa. Tudo isso me assustou”, comenta.

O que restou à gestão foi perceber o poder de compra da Prefeitura. “Mesmo tendo dívidas, temos esse potencial para compra. Fizemos 606 licitações em 2017. Pagamos pouco mais de R$ 200 milhões. Sobrou. No ano passado foram 248 certames. No início do ano eu lancei esse objetivo de 30% de economia, para comprar melhor. Se eu vou comprar camisa em grande quantidade, eu não quero pagar R$ 100 em cada camisa, mas sim R$ 60”, exemplifica.

Compromissos

Foi com essa economia, de mais de 30% nas compras, que Paranhos conseguiu cumprir com alguns compromissos de campanha já no primeiro ano. O pagamento do piso para os servidores foi um deles. Além do pagamento de licenças-prêmios, que é um direito dos servidores e que não eram pagas desde R$ 2008. “No início do ano, tivemos a antecipação do ICMS do governo do Estado, no valor de mais de R$ 8 milhões. Destinamos para reforma de escolas. Agora, entrou R$ 13 milhões dos R$ 42 milhões renegociados do Refic. Desse montante, 25% eu tenho que destinar para Educação. Determinamos compra de equipamentos, mesas, cadeiras, brinquedos, micro-ondas… e tudo isso vamos entregar agora, dia 8 de janeiro”, complementa.

Ferramenta mantida

Com um orçamento para 2018 de mais de R$ 1 bilhão, mas 37% que vêm do governo federal e que não é garantido, e ainda boa parte da arrecadação própria dependente da arrecadação com impostos, a Prefeitura vai trabalhar com uma realidade bem diferente do previsto. “Por isso não abro mão dessa ferramenta de aproveitar nosso poder de compra. Devemos verificar três orçamentos diferentes antes de uma licitação. Mas fazemos oito, dez, isso já para lançar o produto com um preço mais baixo. E as empresas daqui têm ganhado, o que é muito positivo”, resume.

Decepções e alegrias

Para Paranhos, a grande decepção é a morosidade e a burocracia do poder Público, que limita algumas ações. “Fiquei seis meses esperando verba do Governo Federal para a Tito Muffato. Aí eles não mandaram, resolvi financiar, tivemos problemas com o projeto, entre outras coisas. Mas o que me deixa feliz é que podemos comemorar diversas ações e tivemos ajuda com a população, até na hora de listar os problemas. Precisamos ter proximidade com as pessoas e não fugir do problema”.

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