Produtores do Paraná que fizerem pedidos de semente de milho, a partir de agora, serão alertados pelos técnicos da C.Vale sobre o risco dos híbridos para a estria bacteriana. A doença é capaz de reduzir pela metade a produtividade do milho dependendo de seu nível de sensibilidade à doença.

Cientificamente conhecida por Xanthomonas vasicola pv. Vasculorum, a bactéria começou a atacar lavouras a partir do verão de 2016/17, segundo relata o supervisor agronômico da C.Vale, Enoir Pellizzaro. De lá para cá, a doença se espalhou por oeste, centro-oeste e norte do estado, informa o Iapar (Instituto Agronômico do Paraná).

A partir do surgimento da estria bacteriana, a C.Vale pediu às empresas produtoras de sementes que buscassem soluções genéticas para o caso. "Os tratamentos químicos atuais são inviáveis. Nenhum deles apresentou resultados consistentes", explica Pellizzaro.

Ele entende que a alternativa para enfrentar o problema é o desenvolvimento de híbridos com tolerância à bactéria. Embora não se tenha ainda identificado a forma principal de propagação da doença, o supervisor agronômico da cooperativa acredita que ela se espalhe pela ação do vento, por máquinas e implementos, por restos de culturas e até com sementes contaminadas.

Enquanto a solução para o caso não surge, a C.Vale vai agir preventivamente.

Depois de realizar testes com as sementes que comercializa, a cooperativa criou uma tabela com notas de risco para cada uma delas. "Nós vamos informar aos produtores quais híbridos apresentam nota mais alta para infecção. Assim, ele vai poder tomar suas decisões sobre o que quer plantar".